Economia

Governo do Rio pode atrasar salários a partir de setembro

Risco de atrasar salários acontece, segundo o secretário de Fazenda, Luiz Carvalho, pois ajuda da Câmara é insuficiente, na crise do coronavírus

6 de maio de 2020
O secretário estadual de Fazenda do Rio de Janeiro, Luiz Carvalho, espera uma recuperação rápida da economia, após a pandemia (foto: Governo do Estado / Divulgação)

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O secretário estadual de Fazenda do Rio de Janeiro, Luiz Cláudio de Carvalho, disse que o Governo do Estado poderá atrasar o pagamento de salários dos servidores e de fornecedores, a partir de setembro.

Ele fez uma análise da situação fiscal, no cenário de crise causada pela pandemia do novo coronavírus, durante vídeo conferência promovida pela Comissão Especial de Assuntos Tributários da OAB/RJ.

Segundo Carvalho, a ajuda decidida pela Câmara dos Deputados não é suficiente para cobrir as necessidades do Estado neste ano. O pacote aprovado pelos deputados federais destina cerca de R$ 2,5 bilhões para  o Rio, sendo que R$ 490 milhões são reservados exclusivamente para ações de saúde.

O valor, diz o secretário, fica abaixo do que o Rio irá perder em arrecadação tributária em 2020, aproximadamente R$ 10,6 bilhões. “Com os R$ 2,5 bilhões, ainda nos faltam R$ 8,1 bilhões”, afirma Carvalho.

Na vídeo conferência, Carvalho declarou que o Governo vem tomando iniciativas para tentar reduzir a crise fiscal, porém a maioria das medidas são apenas de “contenção ou postergação de pagamentos”, como a suspensão do adiantamento de 50% do 13º salário no mês de aniversário do servidor.


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Carvalho procurou demonstrar otimismo e disse esperar uma rápida recuperação econômica do Rio, depois que a crise passar, apesar de estimar uma queda de 5% neste ano.

Para evitar a quebradeira de empresas, Carvalho declarou que o Governo do Estado criou uma linha de crédito, principalmente para micro e pequenos empresários, com a contrapartida de que preservem os empregos.

Mas enfatizou que não há condições para nenhuma medida de postergação no recolhimento de impostos das empresas, a não ser o adiamento já concedido para o Simples. “Ainda que reconhecendo toda a dificuldade que o empresariado vem enfrentando, é neste momento que a arrecadação tributária se faz ainda mais importante para o Estado”, concluiu.