Globo amplia caixa de R$ 12,5 bi com venda de ativos | Diário do Porto


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Globo amplia caixa de R$ 12,5 bi com venda de ativos

Segundo a Globo, investimento em novos conteúdos crescerá 50%, em 2022. A empresa faturou até setembro R$ 10,8 bilhões, quase 19% a mais do que em 2020

28 de dezembro de 2021

Globo vai investir em novos conteúdos, afirma Manuel Belmar, diretor-geral de Finanças da empresa (foto: Globo / reprodução da internet)

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A Globo está fechando 2021 com a promessa de investir 50% a mais em conteúdo no próximo ano. Ao mesmo tempo, a empresa afirma ter em caixa R$ 12,5 bilhões, o que seria superior à sua dívida em 2,5 vezes. Até setembro passado, a receita havia chegado a R$ 10,8 bilhões, entre 17% e 19% acima do ano anterior, e a previsão é encerrar o período com lucro.

Em 2020, o investimento em conteúdos havia chegado a R$ 4,5 bilhões e a R$ 1 bilhão em novas tecnologias, segundo balanço da emissora divulgado em março passado. Os bons números divulgados pela Globo nos últimos dias são uma antecipação do balanço de 2021, que deve ficar pronto no próximo primeiro trimestre. E, de certa forma, servem para contrabalançar os comentários negativos surgidos após um ano em que a empresa realizou cortes profundos em suas equipes de jornalistas e profissionais do entretenimento.

Também são uma maneira de apresentar a lógica empresarial por trás das vendas recentes de ativos, que devem acrescentar cerca de R$ 2,5 bilhões ao caixa da Globo. Entre esses negócios, nas quais a empresa deixou áreas paralelas para se concentrar em produção audiovisual e na migração digital, estão as vendas da gravadora Som Livre, de 17 torres de transmissão, de seu data center e da sede da emissora em São Paulo.

Essa última foi realizada numa operação conhecida como sale lease back, no qual a emissora se torna locatária da nova proprietária dos imóveis, a Vinci Real Estate. Embora esse seja um modelo cada vez mais usado pelas empresas para reduzirem o imposto a pagar sobre o lucro, com o aluguel sendo apresentado como despesa, a Globo nega essa intenção.

Globo afirma que venda de ativos ampliará investimento

De acordo com a empresa, por meio de nota à imprensa, a questão fiscal não foi o motivo para a venda. “Esta não é a motivação, porque, enquanto dona do imóvel, a empresa também abate despesas de depreciação e amortização. O sale lease back tem o intuito de conferir mais leveza ao balanço da companhia, reforçando ainda mais sua já extraordinária posição financeira e de alavancagem negativa – 2,5 vezes mais caixa do que dívidas”, enfatiza a Globo.

Em entrevista ao Valor Econômico, jornal controlado pelo grupo, o diretor-geral de finanças da Globo, Manuel Belmar, destacou que o plano para 2022 é ampliar os investimentos. A empresa disse que os recursos apurados com as vendas de ativos servirão para isso e não irão para distribuição de dividendos aos acionistas.

A Globo aposta principalmente na alta demanda internacional por novas produções que podem ser veiculadas em plataformas em vários países. Essa projeção é justificada pelo crescimento do Globoplay, que teve aumento de 70% em sua receita entre setembro de 2020 e setembro de 2021, com ampliação de 27% no número de assinantes. Mesmo com esse desempenho positivo a Globo prevê que sua área de streaming só começará a ser lucrativa em 2024.


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