Diário do Porto

Galeão tem novo controlador ao chegar ao 3º lugar no Brasil

Galeão passageiros foto Tomaz Silva Agência Brasil

Galeão se tornou neste ano o terceiro mais movimentado do país, com 9,98 milhões de passageiros entre janeiro e julho (foto: Agência Brasil / Tomaz Silva)

A Changi Airports International, gigante de Cingapura e sócia da concessionária RIOgaleão, concluiu a venda de 70% de sua participação para a Vinci Compass, gestora de investimentos de origem carioca que administra uma carteira de R$ 310 bilhões. O valor da operação em torno do Galeão não foi revelado e ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O negócio ocorre em um momento de ascensão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, que se consolidou neste ano como o terceiro mais movimentado do país, com 9,98 milhões de passageiros entre janeiro e julho — um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2024. Com esse crescimento, o Galeão só fica atrás dos aeroportos paulistas de Guarulhos e de Congonhas. Há três anos, o aeroporto carioca estava no décimo lugar no ranking nacional.

Apesar da mudança societária, a operação não sofrerá alterações imediatas. O presidente da RIOgaleão, Alexandre Monteiro, continuará no comando e deve inclusive se tornar acionista por meio de um programa de stock options. Segundo ele, a entrada da Vinci deve destravar investimentos em áreas estratégicas, como a ampliação do terminal de cargas, a instalação de um novo hotel e a expansão do hub de manutenção de aeronaves. O consórcio prevê manter o programa de investimentos no Galeão, entre R$ 100 milhões e R$ 140 milhões.

Com a nova configuração, a concessionária passa a ter o capital dividido entre Vinci (35,7%), Changi (15,3%) e Infraero (49%). A gestora carioca já mira a próxima etapa: adquirir a fatia da estatal em um leilão previsto para março de 2026, no valor mínimo de R$ 932,8 milhões. “O Galeão passa a ter uma nova composição societária, com um controlador que é uma empresa de gestão de recursos, que somos nós”, afirmou José Guilherme Souza, sócio da Vinci.

O fortalecimento recente do Galeão está diretamente ligado à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de restringir voos no Aeroporto Santos Dumont, em 2023, medida que redirecionou a demanda para o Aeroporto Internacional do Rio e abriu espaço para sua recuperação no mercado aéreo.


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