As três maiores companhias aéreas do Brasil registraram forte expansão de suas operações no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, durante o primeiro semestre deste ano. O avanço das Azul, Gol e Latam consolidou o terminal como o terceiro mais movimentado do país, após ter ocupado a décima posição em 2022.
Entre janeiro e junho deste ano, a Gol ampliou em 32% o número de decolagens no Galeão em relação ao mesmo intervalo de 2024. A Azul, por sua vez, transportou 6% mais passageiros, chegando a aproximadamente 910 mil clientes entre chegadas e partidas.
A Latam, a maior companhia aérea do país, somou mais de 1,6 milhão de passageiros embarcando ou desembarcando no Galeão nos seis primeiros meses de 2025, um aumento de 17% frente ao ano anterior.
No total, de janeiro a julho de 2025, o Galeão recebeu 9,7 milhões de passageiros, segundo levantamento mais recente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O resultado representa um acréscimo de 3,2 milhões em comparação com o mesmo período do ano passado, o que equivale a um crescimento de 49,2%.
Mantida essa trajetória, o terminal deve ultrapassar com folga os 14 milhões de passageiros alcançados em 2024, ano em que bateu recorde de voos internacionais e superou os índices pré-pandemia.
Galeão teve recuperação a partir das restrições no Santos Dumont
A recuperação do Galeão foi impulsionada pela regulação do tráfego aéreo no Rio, determinada pelo presidente Lula, após negociações com o prefeito Eduardo Paes e entidades da sociedade fluminense. Com a regulação, em outubro de 2023, o aeroporto doméstico da cidade, o Santos Dumont, passou a ter um limite de 10 milhões de passageiros por ano, teto reduzido para 6,5 milhões a partir de janeiro de 2024.
No mês passado, o Galeão entrou em uma nova etapa com a assinatura de um termo aditivo entre o Governo Federal, a Prefeitura do Rio e a concessionária RIOgaleão.
O acordo prevê a modernização da gestão, a garantia de serviços de alto padrão e a preparação do terminal para um novo leilão, previsto até 31 de março de 2026, com lance mínimo de R$ 932 milhões. A atual concessionária poderá participar, mas sem direito de preferência.
