Fomento à inovação, uma nova vocação do Porto Maravilha | Diário do Porto


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Fomento à inovação, uma nova vocação do Porto Maravilha

Novo relatório de inteligência do Sebrae/RJ aponta que a Região Portuária tem tudo para se tornar um hub de empreendedorismo, inovação e tecnologia na cidade, conectando startups e empresas que buscam inovação, por meio de programas de aceleração e incubação

20 de agosto de 2018



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Youtube Space, instalado no Píer Mauá, revela a vocação da região para negócios inovadores (Foto: Divulgação)

Não é de hoje que o Rio de Janeiro tem vivenciado, de forma crescente, um ambiente de fomento à inovação e ao empreendedorismo. Um relatório da Endeavor, sobre cidades empreendedoras, mostra que o Rio passou de terceiro para primeiro lugar do Brasil no quesito inovação, no segundo semestre de 2017. A Região Portuária, por sua vez, começa a se posicionar como um hub de empreendedorismo, inovação e tecnologia na cidade, conectando startups e empresas que buscam inovação, através de programas de aceleração e incubação. É o que mostra o novo relatório de inteligência lançado pelo Sebrae/RJ sobre o Porto Maravilha.

O documento revela que a Região Portuária é cortada por cabos de fibra ótica e possui grande disponibilidade de imóveis em edifícios inteligentes. “O projeto Porto Maravilha incluiu a instalação de uma poderosa infraestrutura de telecomunicação na área, capaz de suportar muitos novos postos de trabalho e atender à demanda de grandes eventos, oferecendo redes multisserviços, para trafegar voz, vídeo e dados com alta performance”, analisam os técnicos do Sebrae/RJ, no novo estudo.

Lei do Porto 21 impulsiona inovação na cidade

Está em processo de aprovação e discussão na Câmara dos Vereadores um novo Projeto de Lei para impulsionar a política de inovação no município. No pacote, está prevista a criação de APIs – Arranjos Promotores de Inovação, que visam definir condições diferenciadas em algumas áreas geográficas para desenvolver a cadeia produtiva de inovação e tecnologia.

A Região Portuária está contemplada na API Porto 21, que englobará 1,7 milhão de metros quadrados no território do Porto. A iniciativa
tem como objetivo estimular a ocupação da região que recebeu novas construções comerciais e ainda está com alta vacância de imóveis.
O projeto de Lei do Porto 21 prevê incentivos como redução de ISS (Imposto Sobre Serviços) de 5% para 2% para empresas de inovação e
economia criativa que se instalarem na Região Portuária. Também está prevista a isenção de ITBI (Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis) e de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) por quatro anos para empresas enquadradas na lei que escolherem essa região para desenvolver suas atividades.

Segmentos que podem receber incentivos

Educação à distância ou presencial. Atividades ligadas a big data, inteligência artificial, criptomoedas, realidade virtual, realidade aumentada, visão computacional, internet das coisas, indústria 4.0, robótica, desenvolvimento e manutenção de drones, nanotecnologia,
neurociência e biomedicina. Pesquisa, desenvolvimento e gestão de projetos científicos ou tecnológicos nas áreas de análise de dados.
Serviços de distribuição cinematográfica de vídeo ou de programas de televisão e de música.

Está previsto, na Lei Porto 21, estender os benefícios fiscais a bares, restaurantes e lanchonetes estabelecidos no perímetro contemplado, fortalecendo a ocupação da região, que deverá atrair cada vez mais pessoas com a evolução da ocupação da área requalificada.

Fábrica de Start Ups

O ambiente de inovação que começa a se criar na Região Portuária motivou a aceleradora de empresas portuguesa, Fábrica de Startups, a se instalar no território, no prédio Aqwa Corporate, na Via Binário do Porto. A Fábrica de StartUps fomenta ideias e expansão de negócios que solucionem de maneira inovadora e disruptiva problemas relevantes para o mercado, propostos por grandes empresas apoiadoras.

Empreendedores e startups recebem ajuda da aceleradora para criar, desenvolver e viabilizar seus negócios, através de mentoria, apoio
financeiro, instalações físicas e acesso a uma grande rede de networking, em ciclos de desenvolvimento que duram de três a seis meses.
A expectativa da aceleradora de origem portuguesa é gerar R$ 50 milhões por ano em negócios entre as empresas apoiadoras e os grupos de empreendedores, com cerca de 130 startups aceleradas por ano.

Youtube Space

O YouTube Space Rio (foto) é o décimo espaço criado pelo Google ao redor no mundo para a produção de conteúdo de vídeos para canais nessa gigante plataforma de compartilhamento. Reconhecido como um importante polo audiovisual brasileiro, o Rio entra no mapa de YouTube Spaces, que reúne cidades como Los Angeles, Londres, Tóquio, Nova York, São Paulo, Berlim, Paris, Mumbai e Toronto.

Ocupando um reformado armazém portuário, o espaço oferece aos youtubers e suas equipes três mil metros equipados com tecnologia de ponta, em estúdios, com som e iluminação profissional, salas de edição, mesas de corte e outros recursos para produção visual.

A proposta do YouTube Space é oferecer um local de criação, aprendizado e conexão, em que haja produção de material visual de qualidade, compartilhamento de experiências, promoção de oficinas, exibições, concertos e eventos.

O que diz o documento

“O avanço da tecnologia vem transformando o mundo em altíssima velocidade. As formas de se relacionar, consumir e fazer negócios seguem em mutação. A pressão por inovação e pela quebra de padrões é grande para todo tipo de empresa, não importa seu tamanho ou segmento. Mesmo negócios tradicionais, que atravessaram gerações com relevância, deparam-se, hoje, com um ambiente empresarial que desafia a sustentabilidade das empresas, demandando, muitas vezes, rever o modelo de uma operação já consolidada, com ajustes em produtos, processos, gestão e marketing”.

Empresários são levados a desenvolver um olhar de inovação para adaptar seus negócios e conseguir criar valor efetivo para seus clientes, aumentando sua competitividade frente a um mercado cada vez mais globalizado e tecnológico. Nesse cenário de inovação, o empreendedorismo está em evidência, em um universo que fortalece a economia criativa e favorece a multiplicação das chamadas startups, que buscam criar novos modelos de negócios que possam ser escaláveis.

Ações recomendadas

  • Mantenha-se informado sobre inovações tecnológicas

O avanço da tecnologia pode ser visto como uma ameaça ou uma oportunidade para a pequena empresa. É importante que os empresários fiquem atentos às novidades no seu segmento de mercado para adaptar o modelo de negócios, de modo a não ficar obsoleto frente à concorrência e inovar sempre. O pioneirismo ganha pontos com o consumidor antenado.

  • Aumente a competitividade do negócio

    A tecnologia é um fator importante para modernizar a empresa, tanto na linha de frente, com os clientes, como nos bastidores da administração do negócio. Muitas vezes o investimento inicial para implantar novos sistemas e plataformas de tecnologia rapidamente se paga através de mais eficiência e economia na operação e no atendimento. Fique atento às oportunidades de melhorias em tecnologia.
  • Invista em divulgação on-line inovadora

    A presença na internet e redes sociais é extremamente necessária para boa parte das empresas. Mesmo em experiências de consumo presencial, muitas vezes o processo de escolha e decisão de compra passa primeiro por conhecer a empresa e seus produtos e serviços no universo virtual. A dica é trabalhar a presença on-line de forma inovadora, usando recursos de interação e engajamento com os clientes.
  • Pense fora da caixa

O cenário de empreendedorismo e inovação tecnológica é um caminho sem volta, prevendo mudanças em gestão, processos e reorganização de equipes para manter o negócio sustentável. Esteja aberto para avaliar ajustes em seu negócio para perpetuar no futuro de alta complexidade e volatilidade.

  • Avalie o melhor ponto

    Avalie o melhor local para instalar o seu negócio, ficando atento aos imóveis tombados pelo patrimônio histórico, que possuem restrições de uso e reformas. Consulte os imóveis tombados aqui ou ligue para (21) 2976-6625.
  • Faça um plano de negócios

É importante preparar um plano de negócios completo, contendo uma projeção realista das oportunidades, desafios, custos e receitas.
Lembre-se da necessidade de prever o investimento inicial necessário, que inclua também capital de giro até o negócio engrenar.

4 tendências em tecnologia

De acordo com o Sebrae, o varejo tem o desafio cada vez maior de adaptar o seu modelo de negócio para atender o consumidor na nova era digital, repleta de robotização e inteligência artificial. Quando se trata, então, da geração nascida a partir dos anos 1980 e criada em meio a
computadores, internet, smartphones e redes sociais, a expectativa é ter experiências de consumo facilitadas pela tecnologia.

As pequenas empresas têm o desafio de entender a tendência que começa nas grandes redes e trabalhar adaptações e diferenciais em seu negócio para manter a atratividade para a população superconectada do século XXI.

Realidade virtual

O que era ficção científica virou realidade. Com o auxílio de óculos de realidade virtual, o consumidor pode ver como um sofá novo ficaria na sala ou como seria o caimento de uma roupa antes de efetuar a compra. Pode também caminhar virtualmente por uma loja, escolhendo produtos diretamente das gôndolas, como se estivesse comprando presencialmente em um estabelecimento comercial. Consumir está virando uma experiência cada vez mais lúdica e agradável.

Dispositivos móveis

A proliferação de aplicativos e plataformas de e-commerce deixam os consumidores cada vez mais propensos a fecharem negócios on-line. As
empresas precisam entender como oferecer praticidade e segurança para as transações de compra virtual e organizar a logística para ser capaz de trabalhar no modelo Omnichannel, onde há convergência de todos os canais da empresa, sem diferença para o consumidor entre o mundo digital e offline. Outra questão importante é aprender a coletar e usar os dados de comportamento on-line de seus clientes para criar ofertas personalizadas.

Autoatendimento

A tecnologia de autoatendimento em varejo e serviços vai chegando aos poucos ao Brasil. Bares e restaurantes disponibilizam cardápios
eletrônicos e totens de autoatendimento que enviam pedidos direto para a cozinha e permitem efetuar pagamentos. Supermercados e lojas de conveniência começam a oferecer ao consumidor a possibilidade de ele próprio registrar suas mercadorias, pagar e embalar, sem passar pelo caixa tradicional.

Pagamento invisível

A tendência é que o ato de pagar fique quase imperceptível para o consumidor por meio de diferentes fatores biométricos. Seja através de
impressões digitais, do reconhecimento facial ou de voz e até do toque na tela, as experiências de pagamento trarão cada vez mais segurança
e conforto para usuários. É como comprar sem nem sentir que está gastando.

Mais informações:  0800 570 0800 e sebraenoporto@sebraerj.com.br

Fonte: Sebrae/RJ


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