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Firjan: venda da Cedae despoluirá a Baía de Guanabara

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio, diz que despoluição da Baía de Guanabara será obrigação dos novos concessionários, que devem investir R$ 31 bilhões

29 de dezembro de 2020
Presidente da Firjan, Eduardo Eugenio, prevê despoluição da Baía de Guanabara com a venda da Cedae (foto: Firjan / Divulgação)

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O presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, prevê que a despoluição da Baía de Guanabara será um dos efeitos do leilão da concessão da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). O edital, que foi publicado hoje, estabelece que a venda será realizada em 30 de abril do próximo ano.

“Há quantas décadas nós ouvimos promessas de uma Baía de Guanabara limpa? Agora, os concessionários serão obrigados, por contrato, a cumprir essa promessa”, afirmou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, em declaração ao jornal O Globo. E ele conclui: “Imagina o impacto de uma Baía de Guanabara limpa para o Rio de Janeiro, em termos de serviço, de turismo, e na própria vida dos cariocas e fluminenses”.

Entre os interessados nas concessões dos serviços de distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto da Cedae, há investidores internacionais árabes, da China e Canadá que já buscaram informações sobre a empresa junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), responsável pela modelagem da venda. Todos os interessados deverão apresentar suas propostas no dia 27 de abril.

Firjan estima R$ 42,7 bilhões na economia do Rio

Segundo a modelagem do BNDES, serão vendidas as concessões para exploração dos serviços pelo período de 35 anos, em 35 municípios do Estado, que foram divididos em quatro blocos. Em cada bloco, há uma região da cidade do Rio vinculada a algumas cidades do interior, o que evita concentrar as áreas mais rentáveis em uma única concessão.

Os compradores desses blocos deverão fazer R$ 31 bilhões em investimentos, sendo a maior parte (R$ 25 bilhões) nos primeiros 12 anos de contrato. A Firjan estima que esses investimentos terão efeito multiplicador, injetando R$ 42,7 bilhões na economia do Rio, além de gerar 479 mil empregos diretos e indiretos.

Nos primeiros cinco anos, as concessionárias terão que investir R$ 2,9 bilhões na Bacia do Rio Guandu e R$ 2,6 bilhões para a despoluição da Baía de Guanabara. O complexo lagunar da Barra da Tijuca irá receber R$ 250 milhões.

As concessionárias serão escolhidas pelo critério de maior oferta. Os contratos preveem, entre outros pontos, investimento mínimo de R$ 1,86 bilhão na infraestrutura de favelas e comunidades carentes e a ampliação da tarifa social de 0,57% para, no mínimo, 5% da população.

Para conhecer o edital de concessão da Cedae e outras informações sobre o processo de venda, acesse http://www.concessaosaneamento.rj.gov.br/

 


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