Firjan diz que Reforma Tributária elevará a renda no país | Diário do Porto

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Firjan diz que Reforma Tributária elevará a renda no país

Estudo da Firjan aponta que empresas trabalham 81 dias por ano apenas para pagar imposto e 1.800 prefeituras não têm receitas para cobrir suas despesas

4 de fevereiro de 2021
Presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, pede aprovação das reformas no Congresso (foto: Divulgação)

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As Reformas Tributária e Administrativa são essenciais para o país, segundo carta de Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), enviada à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. Ele destaca que haverá aumento da renda da população em mais de R$ 122 bilhões por ano, a partir da reforma do sistema tributário.

Esse valor foi obtido a partir de estudo elaborado pela Firjan, que comparou duas das principais propostas existentes atualmente, a PEC 45/2019 e a PEC 110/2019. A conclusão é que a Reforma Tributária resultará em crescimento significativo de consumo, incentivando a indústria e comércio, com aumento da geração de empregos e arrecadação.

Segundo a carta de Eduardo Eugenio, um dos principais sintomas da crise vivida pelo Brasil é a estagnação da produtividade brasileira, que ocorre desde a década de 70. “Quando se trata de analisar os fatores que afetam a produtividade nacional, o Estado brasileiro é o foco desse descompasso. A ineficiência, o custo relativo e a baixa qualidade dos serviços prestados atuam como uma bola de ferro sobre a produtividade nacional, colocando um coeficiente de arrasto que nos impede de competir e avançar na corrida pelo desenvolvimento”, afirma o presidente da Firjan.

Firjan aponta queda na renda per capita

Usando dados de 1997 a 2018, em que o FMI mostra o ranking de renda dos países medido pelo PIB per capita nacional, a Firjan analisou os efeitos da estagnação da produtividade sobre a situação brasileira.

“Em 1997 ocupávamos a 52ª posição, o que per si já denotava nosso atraso relativo. Desde então, a posição do Brasil piorou – atualmente ocupamos apenas a 73ª colocação. Ou seja, se na largada desta corrida já estávamos nas últimas fileiras, passados quase um quarto de século viramos retardatários. E a todo momento somos ultrapassados por países sobre os quais tínhamos grande vantagem”, analisa o presidente da Firjan.

Na carta, Eduardo Eugenio ressalta que as reformas são urgentes e que o Congresso deve aproveitar o ano de 2021, sem eleições, para aprová-las. Ele aponta que com a atual situação no país, mais de 1.800 prefeituras não possuem receitas para sustentar suas despesas e que as empresas trabalham 81 dias por ano apenas para pagar imposto.


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