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Infraestrutura

Firjan exige que Galeão não seja prejudicado

Presidente da Firjan, Eduardo Eugenio, diz que é radicalmente contra modelo que provoca competição “fratricida” entre os aeroportos da cidade do Rio

22 de agosto de 2021

Firjan quer que operações do aeroporto Santos Dumont sejam coordenadas com as do Galeão (foto: reprodução da Internet)

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Estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) aponta o risco de o Rio se tornar ainda mais secundário no mercado aéreo, caso a privatização do Aeroporto Santos Dumont prejudique o Aeroporto Internacional do Galeão.

Segundo a Firjan, o aumento de voos no Santos Dumont, situação pretendida pelo Governo Federal para valorizar o leilão do aeroporto, pode causar perda de voos domésticos no Galeão, que são essenciais para a viabilidade de voos internacionais. O estudo mostra que são precisos, em média, seis voos domésticos para cada voo internacional. Veja aqui, na íntegra, o estudo “Sistema Multiaeroportos do Rio de Janeiro – Coordenação aeroportuária e seus benefícios socioeconômicos

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Govêa Vieira afirma que a entidade não é contra a privatização do Santos Dumont, mas que isso deve ser feito com planejamento e coordenação, de forma a não prejudicar a viabilidade do Galeão como hub aéreo nacional e internacional.

“Somos favoráveis a que o Santos Dumont tenha uma administração privada. Mas somos radicalmente contra uma visão míope que promova uma concorrência fratricida entre duas estruturas aeroportuárias de nosso estado”, destacou Eduardo Eugenio, durante o debate “Hub Econômico – Reconectando o Rio com o Brasil e o Mundo”, evento on-line da Firjan que discutiu o modelo de privatização do aeroporto proposto pelo Governo Federal.

O estudo da Firjan ressalta que o fluxo total de passageiros no Santos Dumont e no Galeão é de, em média, 20,6 milhões por ano. Abaixo de 30 milhões, referências internacionais apontam a necessidade de coordenação operacional pelo poder público, o que não ocorre no Rio. De acordo com a entidade, a falta de coordenação pode reduzir voos para passageiros e para o transporte de cargas, aumentar custos, reduzindo a competitividade do Estado do Rio.

Firjan aponta aumento de R$ 4,5 bilhões no PIB do Rio

No debate on-line, a Firjan afirmou que a coordenação entre o Santos Dumont e o Galeão, além de garantir a competitividade do Rio no cenário nacional, pode gerar incremento de R$ 4,5 bilhões por ano no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado.

Julio Talon, vice-presidente da Firjan e presidente da GE Celma, maior empresa de reparo de motores aeronáuticos da América Latina, localizada em Petrópolis e Três Rios, disse que a redução de voos no Rio afeta a operação de empresas no Estado.

Segundo Talon, em 2019, metade das peças importadas pela GE Celma veio em avião de passageiro. Mas, hoje, com a diminuição desses voos, esse tráfego somou só 8% no Rio. Mais de 90% estão chegando em aviões cargueiros que pousam em São Paulo. “A aviação de passageiros é fundamental para alavancar a produtividade da indústria do Estado e do país. Quando fortalecermos esse hub aeroportuário, esse jogo vira!”, afirma Talon.


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