Firjan: demanda por gás natural deve duplicar até 2026 | Diário do Porto


Economia

Firjan: demanda por gás natural deve duplicar até 2026

Em uma década, consumo de gás natural pode crescer em mais de 10 vezes. Volume reinjetado cresceu 80 vezes em comparação ao consumo em 2020

18 de maio de 2021

Mercado de gás natural está aquecido no Brasil e, principalmente, no Estado do Rio (Foto: Reprodução Sindistal)

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A demanda por gás natural na indústria fluminense, que hoje passa de 680 mil m³/dia, deverá duplicar nos próximos 5 anos, abrindo boas perspectivas para o desenvolvimento econômico do Estado do Rio. A projeção está no estudo “Perspectivas do Gás no Rio 2021”, lançado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). A publicação indica ainda que, apontando para o horizonte de 10 anos, a necessidade de gás natural pode crescer em mais de 10 vezes na comparação com o atual volume de consumo.

O estudo destaca também que, enquanto a produção de gás no Rio cresceu quase 3 vezes nos últimos 10 anos, os volumes reinjetados nos poços de petróleo dispararam em um ritmo muito maior: aumentaram mais de 80 vezes em comparação aos volumes de consumo de gás natural no país em 2020.

Para o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, o RJ continuará como ponto de partida para o avanço do gás natural do país. Ele afirmou que o novo marco legal traz boas possibilidades para o crescimento da demanda do energético, mas lembrou que ainda há muitas medidas complementares a serem adotadas para a expansão do mercado. Hélio da Cunha Bisaggio, superintendente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, informou que a ANP espera conceder 20 novas autorizações de importação de gás natural até o fim do ano.

Investimentos no Polo Gaslub Itaboraí

Para além da demanda das termelétricas, o “Perspectivas do Gás no Rio 2021” destaca que, em relação à oferta, é fundamental a finalização e entrada em operação do gasoduto Rota 3 e da UPGN2 do Polo Gaslub Itaboraí (antigo Comperj), previstos para 2021. O gás escoado pela Rota 3 será processado e conectado à malha de gasodutos de transporte da NTS. Esses investimentos são importantes para ampliar a disponibilidade dos volumes produzidos nos dois principais campos produtores do país, Tupi e Búzios, responsáveis pela reinjeção de cerca de 40 milhões de m³/dia em 2020. O volume supera em 45% as importações no mesmo ano.

Já sobre novas rotas de gás, o estudo avalia também que o Porto de Itaguaí é um destino potencial para o Rota 4, o que poderia tornar a região em mais um hub de gás, conforme o Plano de Negócios 2021, da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ). Também no Porto do Açu, outro ponto estratégico do estado do Rio, projetos de termelétricas utilizando gás natural (via GNL) também estão se tornando realidade, e vão além na diversificação do consumo, com projeto interessante para o segmento de fertilizantes, por exemplo.

Mais sobre o novo estudo

O documento traz ainda artigos da ABiogás (Associação Brasileira de Biogás), sobre o potencial de biogás no Estado do Rio, e da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais e de Consumidores Livres), sobre o ranking da regulação dos Estados. O estudo tem o apoio institucional da ATGás – Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto.

Este ano, uma das novidades é que o estudo vem acompanhado de uma plataforma Power BI com dados dinâmicos apontando diversas projeções, dados e gráficos sobre o gás natural no mercado fluminense e no país. O link para o estudo também apresenta o Mapa de Gás Natural no Rio, a partir do Google Maps, com as rotas dos gasodutos no país e no Rio de Janeiro.


 

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