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Firjan aponta que só setor do petróleo cresce no Rio

Dados da Firjan apontam que setor de petróleo e gás cresceu 7% no ano passado. Mesmo com esse crescimento, PIB do Rio caiu 3,8%, afetado pela pandemia

1 de abril de 2021
Firjan mostra que setor de petróleo evitou queda maior no PIB do Estado do Rio (foto: Agência Brasil / Tânia Rêgo)


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O bom desempenho do setor de petróleo e gás, em 2020, com crescimento de 7%, evitou uma queda maior do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense, que caiu 3,8% no período. Também contribuiu para que essa queda fosse menor do que a verificada no PIB nacional, de 4,1%, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O setor de petróleo e gás foi o único que encerrou 2020 com taxa positiva de crescimento. Por outro lado, bastante afetadas pela crise sanitária, a construção civil e a indústria de transformação tiveram retração de 7,2% e 5%, respectivamente.

A queda do PIB no ano passado é a segunda pior retração da série histórica. Os cálculos consideram os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até 2018 e os estudos da própria Firjan.

De acordo com a Firjan, a queda foi fortemente influenciada pela pandemia de Covid-19. E só é superada pelo ano de 2016 (-4,4%).

A indústria de transformação teve queda disseminada entre os segmentos. O setor de serviços, que representa cerca 70% do PIB fluminense, registrou queda de 4,8%.

Firjan projeta crescimento do PIB entre 2,9% e 4,1%, neste ano

Para 2021, a Firjan projeta crescimento de 2,9% em cenário base, que considera a manutenção do ritmo de vacinação e a adesão do Estado ao novo Regime de Recuperação Fiscal no primeiro semestre.

Nesse cenário, o resultado ainda fica 1% abaixo do nível de atividade de 2019. O atraso dessas medidas pode resultar em crescimento ainda menor, na ordem de 1,8%.

Esse cenário mais pessimista também se apresenta se forem necessárias novas medidas restritivas determinadas por estado e municípios para conter o avanço da Covid no Rio.

Essas ações, segundo a Firjan, impactam a atividade econômica, sobretudo os setores de comércio e serviços, que sofrem mais intensamente com a redução da circulação de pessoas e o fechamento de estabelecimentos comerciais.

Em um cenário mais otimista, a projeção é de crescimento de 4,1%. Mas para isso é preciso rápido avanço e sucesso do programa de vacinação, além da reforma da previdência do Estado do Rio, ainda em 2021, e melhora significativa do cenário econômico internacional, principalmente dos principais parceiros comerciais.


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