Firjan alerta para 'disrupção das cadeias produtivas' | Diário do Porto

Indústria

Firjan alerta para ‘disrupção das cadeias produtivas’

Em texto cauteloso, Firjan enumera ações de solidariedade e manifesta esperança em melhora do cenário com a aceleração das vacinas

23 de março de 2021


Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan (Tomaz Silva/Agência Brasil)


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A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) emitiu nesta segunda-feira 22 uma nota oficial a respeito dos esforços dos governos federal, estadual e municipais no enfrentamento da pandemia.

Na nota, a entidade se solidariza com as famílias dos quase 300 mil brasileiros mortos, relata seus esforços no apoio à população mais carente, manifesta esperança na aceleração da vacinação e reconhece a necessidade de medidas de isolamento social, ressalvando que os governos devem estar “atentos para não provocarem a disrupção das cadeias produtivas, mal que potencializará os efeitos negativos da pandemia, ao invés de mitigá-los”.

Firjan: veja a nota da na íntegra

Diante do consenso hoje existente entre os diversos atores do campo político, econômico e social do país quanto à necessidade e urgência de vacinação da população brasileira, e dos esforços concretos desenvolvidos para obtenção das vacinas pelo poder público, há um horizonte palpável de aceleração da vacinação nos próximos 120 dias. Dessa forma, a Diretoria da Firjan, a par da irrecuperável perda de vidas que estamos sofrendo, tem plena confiança que o Brasil, com solidariedade e atenção aos protocolos e medidas preventivas de bom senso, em breve vai superar essa catástrofe humanitária, de saúde, econômica e social.

A Firjan reitera sua profunda solidariedade com todas as famílias dos quase 300 mil brasileiros vítimas da Covid-19. Solidariza-se também com os milhões de empresários e trabalhadores que sofreram as consequências catastróficas dessa doença sobre a estrutura produtiva, que ceifou empresas, postos de trabalho, renda e fontes de sustento de enorme parcela da população brasileira.

Desde o início da pandemia, a Firjan se mobilizou em duas grandes frentes. No âmbito da responsabilidade social e solidariedade, nos engajamos fortemente na estruturação e participação em redes de coleta e distribuição de cestas básicas, produtos de higiene e limpeza, em especial de álcool gel; bem como na prototipagem, produção e distribuição de máscaras, face shields, luvas, aventais e demais produtos de proteção aos profissionais de saúde e da população em geral (mais de 4 milhões de itens no total); e ainda numa rede técnica para conserto de respiradores hospitalares.

 


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Em outra frente, elaboramos o Programa Resiliência Produtiva Firjan, através do qual oferecemos aos governos federal, estadual e municipais, inúmeras sugestões de políticas nos campos trabalhista, tributário e creditício, para preservar empregos e apoiar a sustentabilidade das indústrias, das quais mais de 80% foram efetivamente implementadas, atenuando os efeitos econômicos e sociais da pandemia. Elaboramos, também, o primeiro guia para funcionamento seguro das indústrias no país, bem como fomos a primeira entidade empresarial a realizar testes de Covid para os trabalhadores da indústria, com mais de 42 mil testes já realizados.

Em um ponto fundamental no diálogo com as autoridades públicas, conseguimos demonstrar a essencialidade do funcionamento das indústrias, dentro de critérios estritos de segurança e higiene, posto que um eventual desabastecimento de produtos alimentares, remédios, equipamentos médicos e de proteção, produtos químicos, entre outros, seria derradeira questão de segurança nacional.

Considerando-se o atual agravamento do quadro pandêmico, com atingimento de limites críticos de atendimento das redes hospitalares públicas e privadas na maior parte do país, a Firjan compreende, apoia e é solidária aos governos federal, estadual e municipais, nos esforços e medidas mitigadoras da situação de emergência nacional. Neste contexto encontram-se o novo auxílio emergencial à população mais vulnerável, a continuidade das ações de apoio creditício às empresas de pequeno porte, bem como as restrições temporárias relacionadas a ambientes de aglomeração de lazer.

Não obstante, e sempre considerando um caráter excepcional e temporário de medidas restritivas em relação a aglomerações evitáveis, os governos devem estar atentos para não provocarem a disrupção das cadeias produtivas, mal que potencializará os efeitos negativos da pandemia, ao invés de mitigá-los.

Diante do consenso hoje existente entre os diversos atores do campo político, econômico e social do país quanto à necessidade e urgência de vacinação da população brasileira, e dos esforços concretos desenvolvidos para obtenção das vacinas pelo poder público, há um horizonte palpável de aceleração da vacinação nos próximos 120 dias. Dessa forma, a Diretoria da Firjan, a par da irrecuperável perda de vidas que estamos sofrendo, tem plena confiança que o Brasil, com solidariedade e atenção aos protocolos e medidas preventivas de bom senso, em breve vai superar essa catástrofe humanitária, de saúde, econômica e social.

 



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