Investimentos

Fiocruz quer investidor privado para novo laboratório

Novo complexo da Fiocruz, em Santa Cruz, na zona Oeste do Rio, precisa de R$ 3,2 bilhões para ser concluído. Local será a maior fábríca de vacinas do país

22 de setembro de 2020
Fiocruz apresenta maquete do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, que será construído em Santa Cruz (Foto: Fiocruz / Divulgação)

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A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) procura investidores privados para concluir o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Quando concluído, o laboratório será a maior fábrica de produção de vacinas do país.

Há duas semanas, foi assinado o acordo que deu à Fiocruz a escritura definitiva do terreno de 580 mil m².  No local, já foram realizados investimentos de cerca de R$ 1 bilhão em terraplanagem, estaqueamentos, construções de edifícios e compra de equipamentos de produção.

Agora, para concluir o projeto até 2023, há ainda a necessidade de R$ 3,2 bilhões para a última fase de implantação do complexo, que será destinado à produção de vacinas e biofármacos. É aí que entra o interesse em parceiros privados.

A escritura definitiva foi obtida após acordo assinado entre a Fiocruz e a Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro), órgão do Governo estadual. Para as obras finais, há a estimativa da geração de 5.000 empregos.  Quando estiver em funcionamento, o complexo empregará 1.800 pessoas.


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O documento viabilizado pela Codin é visto como fundamental para dar segurança jurídica aos investidores que poderão trazer capitais privados ao novo laboratório da Fiocruz.

Fiocruz terá novo laboratório com 9 prédios

O complexo será constituído de 9 prédios, incluindo processamento final; embalagem; armazém de matéria-prima; armazém de produto terminado; controle e garantia da qualidade; utilidades em geral; e centrais de tratamento de resíduos e efluentes. A capacidade de produção é estimada em 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano.

Segundo o  presidente da Codin, Fábio Galvão, o empreendimento no Distrito Industrial de Santa Cruz tem potencial para  atrair novas fábricas para o local, formando uma cadeia produtiva. Entre as empresas que poderão ser atraídas estão produtoras de tampas, frascos, rolhas, caixas e outros insumos utilizados no processamento final de vacinas e biofármacos.