Fiocruz entregará vacina contra a Covid-19 em janeiro | Diário do Porto

Saúde

Fiocruz entregará vacina contra a Covid-19 em janeiro

Serão feitos investimentos de R$ 1,8 bilhão para Fiocruz produzir a vacina da Universidade de Oxford, com mais de 200 milhões de doses em 2021

29 de outubro de 2020
Cientistas da Fiocruz terão acesso a toda a tecnologia para a produção da vacina de Oxford, contra a Covid-19 (foto: Fiocruz/Divulgação)

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou informações sobre seu contrato com o laboratório europeu AstraZeneca, pelo qual serão produzidos no Rio 100,4 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, até o final do primeiro semestre de 2021. Inicialmente se esperava a entrega das primeiras doses para dezembro deste ano, mas agora ficou definido o começo para janeiro.

As doses serão totalmente destinadas a entregas ao Ministério da Saúde e ao SUS (Sistema Único de Saúde). Pelo acordo, a Fiocruz, que tem sede em Manguinhos, na Zona Norte, terá acesso a toda a tecnologia que vem sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, podendo produzir outros 110 milhões de doses até o final de 2021.

O contrato entre a Fiocruz e AstraZeneca estabelece a transferência de tecnologia para a parte brasileira, que está colaborando para o desenvolvimento final da vacina, em fase avançada de testes. As duas partes firmaram o compromisso de trabalhar sem prever margem de lucro com a venda das vacinas para o sistema de saúde brasileiro, até junho do próximo ano.

Fiocruz aumentará produção

O Ministério da Saúde se comprometeu a fazer um investimento de R$ 522,1 milhões para Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos. O objetivo é ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas. Outros R$ 1,3 bilhão irão para pagamentos previstos no contrato de Encomenda Tecnológica.

O custo para produção da vacina foi um diferencial na negociação. “Ao preço de US$ 3,16 a dose (cerca de R$ 18,00), ela é considerada uma das mais baratas quando comparada às demais negociações que seguem em curso no mundo. O valor praticado, incluindo a transferência da tecnologia que trará a autonomia nacional já a partir de 2021, é resultado direto de uma atuação diferenciada possibilitada pela capacidade produtiva e tecnológica existentes”, afirma o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger.

O objetivo do contrato é garantir a produção nacional da vacina para a população brasileira, pelo SUS, e atender à demanda do Programa Nacional de Imunização (PNI).  Após atender a demanda nacional, será possível avaliar, caso exista capacidade de produção excedente, a destinação para outros países.


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