Filme sobre diplomata morto em atentado será levado para festivais | Diário do Porto


Literatura

Filme sobre diplomata morto em atentado será levado para festivais

Documentário que narra trajetória de Sergio Vieira de Mello será exibido em breve nos cinemas. Diretor conta que chegou a pensar em homenagear Airton Senna, mas optou pelo alto comissário da ONU para direitos humanos para tornar sua história mais conhecida. Confira nesta exclusiva ao DIÁRIO DO PORTO durante o lançamento no Palácio do Itamaraty, no Centro do Rio

22 de agosto de 2018

O autor do livro, Wagner Sarmento (esq.), com André Simões, sobrinho de Sergio e membro da Fundação Sergio Vieira de Mello, no Palácio do Itamaraty, centro do Rio, durante cerimônia de lançamento (Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)

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“O futuro precisa ser inventado”, pregava o “missionário dos direitos humanos” lembrado no Palácio do Itamaraty

(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
O diretor-geral do projeto, André Zavarize, também produtor e diretor do documentário (Foto: Bruno Menezes)

Texto e fotos de Bruno Menezes

Em breve o público poderá conferir nos festivais de cinema o documentário sobre Sergio Vieira de Mello, diplomata carioca que morreu em um atentado terrorista em Bagdá, juntamente com outros 21 funcionários da ONU, em agosto de 2003. O DIÁRIO DO PORTO teve a oportunidade de assistir a uma avant-première do documentário durante o lançamento, que reuniu no último dia 16 diplomatas, militares e profissionais de relações internacionais no Palácio do Itamaraty, no Centro do Rio de Janeiro.

O filme foi lançado juntamente com o livro  homônimo ‘Sergio Vieira de Mello: o legado de um herói brasileiro’ e ambos narram a trajetória do diplomata 15 anos após sua morte. O projeto levou cinco anos para ser concluído, após quase 80 mil quilômetros rodados no planeta, mais de 100 entrevistas e muita pesquisa sobre o tema sempre atual dos conflitos e dos refugiados ─ somente este ano, mais de 67 milhões de pessoas já foram forçadas a se deslocar entre países. (Confira no vídeo abaixo).

Senna seria o homenageado

Sobre o processo de criação das obras, o diretor-geral do projeto, André Zavarize, também produtor e diretor do documentário, revela que o outro nome sobre a mesa para esta produção era o de Airton Senna e o que motivou a escolha do diplomata brasileiro.

“Optamos pelo Sergio por saber que o Senna ainda está com uma memória muito viva, todo mundo conhece a história do Senna, seu grande trabalho e ensinamentos. Em relação ao Sergio Vieira de Mello, sentimos essa falta de conhecimento do povo brasileiro sobre o seu grandioso trabalho. Queríamos agregar valor à sociedade brasileira.”

Para Zavarize, o Brasil não costuma atesourar a própria história. “O povo brasileiro é muito carente de cultura e informação, e de ídolos, e tem uma espécie de um ‘complexo de vira-lata’. Nós temos um herói que não é só nacional mas mundial, e a gente tenta humildemente dar nossa contribuição.”

“Existe aquele lugar comum de que o brasileiro tem memória curta. Mas no caso do Sergio não é nem que ela seja curta, ele nunca foi uma figura popularizada no Brasil”, o que Sarmento atribui a traços culturais de habitualmente heroicizar ídolos do esporte, atores, artistas. “Sergio era um ídolo, um herói de um estrato diferente, ele não estava jogando Copa do Mundo, então para o povão é mais difícil conhecer histórias como esta. Por isso que julgamos tão necessário contar sobre ele.”

“Outros brasileiros como ele saberem que houve um cara, brasileiro, que por mais de três décadas foi protagonista no mundo, nas negociações das mais diversas naturezas, eu acho que é motivo de orgulho para a gente. O Brasil precisa entender o lastro dessa memória e reverenciar Sergio.”

 

Diplomata chegaria a secretário-geral da ONU

Com um portfólio de façanhas na promoção da democracia e dos direitos humanos em zonas conturbadas ─ das quais se destaca a gestão da transição do Timor-Leste rumo à independência, um dos maiores cases de sucesso das Nações Unidas ─ Mello era cotado como futuro secretário-geral da ONU por seu pragmatismo, pela habilidade de negociação e a paixão pelo trabalho em campo.

Ele foi um dos mais jovens a ingressar na organização, à qual serviu por 34 anos. Teve também atuação proeminente em crises humanitárias em Bangladesh, Moçambique, Kosovo, Vietnã e Camboja. As últimas funções que exerceu foram os cargos de alto-comissário para os direitos humanos e de representante máximo das Nações Unidas no Iraque.

No Camboja, o alto comissário de Direitos Humanos da ONU negociou no meio da selva com o Khmer Vermelho, que matou pelo menos um milhão de pessoas. A guerra entre facções criou uma multidão de refugiados, e o trabalho de Sergio permitiu que quase 400 mil cambojanos voltassem para suas casas. Ao todo, o brasileiro atuou em mais de 15 países.  Estima-se que pelo menos um milhão de refugiados foram beneficiados por políticas lideradas por Mello.

Brasil e Venezuela: histórias se repetem

Ao DIÁRIO DO PORTO, o autor do livro, o jornalista pernambucano Wagner Sarmento esclarece que a publicação não possui um caráter unicamente biográfico. “Obviamente que ela é biográfica, mas a gente também quis dar uma atualidade a essa obra, para mostrar que, 15 anos depois, Sergio vive, não somente nos lugares que ele ajudou a transformar.” Ele também falou sobre  as visitas ao Camboja, ao Vietnã e também a Roraima.

Foi neste estado brasileiro que ele pôde “perceber a realidade do que está acontecendo, os venezuelanos chegando aos montes, caminhando mais de 200 km sob o sol escaldante do Norte, guerreiros, sem condições, em busca de dias melhores”. E continuou: “A gente pôde conhecer as histórias dessas pessoas, e conhecer pessoas que ajudam os refugiados, que carregam o nome e o legado do Sergio no trabalho que desenvolvem. Então, ver hoje o livro pronto e sendo repercutido é uma emoção muito grande, porque não foi fácil.”

Ele diz que o Brasil sempre foi mais um espectador das crises humanitárias internacionais. “Mas hoje elas estão batendo à nossa porta. Venezuelanos estão chegando aos montes e isso está fazendo parte da nossa rotina. Na verdade, o Brasil todo já recebe refugiados da África, da Síria em crise, haitianos recentemente, e agora essa onda de venezuelanos, que cresce diariamente.”

“E, lá, nós pudemos ver isso acontecendo. Vimos pessoas cruzando as fronteiras, fomos à cidade de Pacaraima (RR) ─ que faz fronteira com a Venezuela ─ entramos na Venezuela, quisemos ver a história de perto. O Sergio costumava dizer a seguinte frase para seus pares na ONU e em seus discursos: ‘as melhores experiências se vive em campo’. Então, entendemos que era isso que tínhamos que fazer para retratá-lo, ir a campo, e viver isso; e foi o que fizemos”, relata o escritor.

Como Mello trataria a questão da Venezuela

Quando perguntado sobre como Vieira de Mello trataria internamente, no Brasil, a questão dos refugiados, especialmente os venezuelanos (o caso mais recente), já que tanto fez internacionalmente, Zavarize responde: “Eu penso que o Sergio teria muito carinho com a questão da Venezuela, com a questão da Colômbia, do Haiti. Com certeza, os refugiados que estão passando por essa dificuldade hoje teriam maior apoio, porque o Sergio realmente abraçava a bandeira, como disse José Ramos-Horta no documentário: ‘Sergio não era só um funcionário, o Sergio era um missionário'”.

Sarmento concorda. “Embora brasileiro, Sergio nunca trabalhou no Brasil. Como era de família de diplomatas, ele cresceu viajando muito, entrou na ONU com apenas 21 anos, e nunca teve oportunidade de trabalhar aqui. Mas se estivesse vivo, com certeza estaria ajudando o Brasil nessa questão agora. Somos um país que tem por essência a mistura, e tenho certeza que ele seria uma voz a mais para que o Brasil receba essa gente”, opina.

“Ninguém é refugiado porque quer, ninguém sai do seu país, da sua casa, da sua cidade, do seu convívio, da sua vida, de seu passado por nada ─ essas pessoas foram forçadas a isso por algum motivo, seja de natureza política, econômica, humanitária, e o Sergio com certeza estaria auxiliando nisso com pioneirismo aqui no Brasil”, afirma o autor, acrescentando que o país conta com talentos capazes de, inspirados por Sergio, somar suas próprias trajetórias e “quiçá vir a se aproximar do status e do relevo internacional que o Sergio alcançou, para continuar esse trabalho”.

Timor-Leste hoje vive uma plena democracia

Wagner Sarmento conta como foi enriquecedor cada entrevista e pesquisa de campo realizada, e destaca o Timor-Leste como a experiência mais marcante. “Foi o principal trabalho que o Sergio desenvolveu.” Ele chama a atenção para a situação de total ruína em que o país se encontrava quando o diplomata brasileiro lá chegou, com 90% de sua infraestrutura destruída após a devastação deixada pelas forças militares e milicianas da Indonésia.

“Não havia prédios públicos, funcionalismo público, exército, polícia, professores, médicos, governos, não existia nada. E ele foi um administrador de transição, ficou quase três anos lá e entregou o país pronto para a democracia.”

“Hoje, menos de 20 anos depois, o Timor-Leste ostenta os melhores índices de democracia na região (do sudeste asiático), e a gente pôde perceber isso in loco. É emocionante ver o resultado prático do impacto de alguém sobre quem você está escrevendo”, descreve, ressaltando ainda a língua em comum, por também ser, embora encravado na Ásia, um país de colonização portuguesa.

Esperança e otimismo marcam lançamento

(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
O autor do livro, Wagner Sarmento, em tarde de autógrafos no Palácio do Itamaraty, Rio (Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)

Principais qualidades do homenageado, esperança e otimismo deram o tom no evento de lançamento das obras, que teve o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio). A data da morte do diplomata foi escolhida pela ONU como o Dia Mundial Humanitário, lembrado anualmente.

“Reverenciamos hoje aqui não somente a memória do Sergio, mas também o seu legado, o legado que um brasileiro deixa para o mundo. Um mundo que enfrenta muitas situações de refúgio forçado ─ no Brasil (venezuelanos e outros), no Oriente Médio, na África, em Mianmar, Bangladesh. Portanto, o trabalho do Sergio, e de pessoas como ele, se eterniza como algo muito, muito relevante e presente para o nosso tempo”, disse Maurizio Giuliano, diretor do Unic Rio.

Prefacista do livro e prêmio Nobel da Paz (1996), o político e jurista timorense José Ramos-Horta enviou uma mensagem em vídeo para o evento. Ele elogiou o trabalho do diplomata e destacou seu “sentimento de solidariedade humana” e de “compaixão pelos desfavorecidos”.

(Foto: Unic)
O evento teve um bate-papo com o autor Wagner Sarmento e o diretor André Zavarize, durante o lançamento no Rio (Foto: Brenno Felix/Unic)

O coronel Marco Antônio Machado, comandante do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), que tem Sergio como patrono, também esteve no lançamento. Ele participou do documentário, no qual afirma que “o maior legado do Sergio foi sua preocupação e dedicação para trazer um pouco mais de conforto, de segurança e de bem-estar às populações de países conflagrados”.

(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
Coronel Marco Antônio Machado, comandante do CCOPAB, e André Zavarize, coordenador do projeto do livro e documentário (Foto: Bruno Menezes)

Sobrinho de Sergio fala sobre a homenagem

Para André Simões, sobrinho do diplomata e membro associado da Fundação Sergio Vieira de Mello, o homenageado “deixa a mensagem de paz, da busca do diálogo para a solução dos conflitos, deixa uma mensagem de solidariedade, de preocupação com o próximo, uma imagem do trabalhador humanitário que arrisca a vida para ajudar pessoas, salvar pessoas que nunca viu nem sua língua fala”.

Para Simões, o lançamento das obras, tanto literária como cinematográfica, brinda ao imaginario nacional um sólido e valioso testemunho para a cultura brasileira. “Ilustra muito e mostra que é um brasileiro, isto é, que basta você querer e trabalhar para atingir seu objetivo, sempre pensando nos outros, sempre ajudando quem você puder.”

Sobre as principais características de seu visionário tio e padrinho, Simões cita que a coragem e o otimismo de Sergio o protegiam. “Talvez seja esse sorriso brasileiro, o otimismo, esse acreditar, e ele acreditava na busca de soluções para minimizar o sofrimento dessas pessoas afetadas.”

O autor do livro, Wagner Sarmento (esq.), com André Simões, sobrinho de Sergio e membro da Fundação Sergio Vieira de Mello, no Palácio do Itamaraty, centro do Rio, durante cerimônia de lançamento (Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
O autor Wagner Sarmento com André Simões, sobrinho de Sergio e membro da Fundação Sergio Vieira de Mello  (Foto: Bruno Menezes)

“Foi muito sacrifício, em prol da paz e das pessoas refugiadas em situações de crise humanitária. É um legado, não se contesta, para deixar um mundo melhor”, completa Maurizio Giuliano, que trabalhou com Vieira de Mello na administração de transição do Timor.

Timorenses também prestigiam lançamento

Os bolsistas timorenses Avelino e Thiago, que fazem intercâmbio estudantil com o Brasil, também fizeram questão de prestigiar o evento. Avelino da Costa Bogos, de 26 anos, cursa turismo na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, e está gostando da experiência de estudar no Brasil. Ele conta como o diplomata foi importante para seu país e que ele é mais conhecido no Timor-Leste do que no Brasil.

“A maioria das pessoas conhece ele. Ruas, escolas e instituições levam o nome dele, todos conhecem o Sergio Vieira de Mello. Ele trouxe a paz para o meu país, ajudou a tirar os timorenses do conflito com os indonésios e a conquistar sua independência, depois da colonização portuguesa e da invasão indonésia.”

(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
Os amigos timorenses Avelino e Thiago, que estudam no Brasil, recomendam aos brasileiros a obra sobre a memória de Sergio (Foto: Bruno Menezes)

Avelino diz que o lançamento é bom para o Brasil e incentiva a divulgação das obras. “Na maioria das vezes em que nós timorenses falamos do Vieira de Mello, os brasileiros não o conhecem, por isso é bom compartilharmos esse livro e esse filme para que os brasileiros saibam sobre ele e que foi um homem de paz.”

‘O futuro precisa ser inventado’

“O Sergio deixa uma mensagem muito linda, para toda a humanidade. Ele sempre foi um exímio negociador, sempre acreditou nas pessoas, sempre foi um cara que defendeu os direitos humanos por onde ele passou.” Segundo o diretor, o conceito de direitos humanos está muito vulgarizado no Brasil.

“Hoje, vê-se muito extremismo nas redes sociais, as pessoas geralmente acham que os direitos humanos são para defender bandido e acabar com a polícia, o que não tem absolutamente nada a ver. Direitos humanos são inerentes a qualquer pessoa, independente de credo, cor, orientação sexual. São para ajudar a sociedade, não para destruí-la”, disse Zavarize.

“Foi a experiência mais enriquecedora da minha trajetória profissional. Ainda sou relativamente jovem nessa estrada, e poder escrever sobre um personagem tão grande, tão importante como foi Sergio Vieira de Mello é uma honra e uma responsabilidade enorme”, afirma Sarmento. “A principal mensagem que queremos deixar é que Sergio vive. Nosso país está muito carente de referências. Entendendo um pouco da história do Sergio, vimos que o Brasil precisava saber mais sobre ele.”

“O que podemos notar é que ele continua vivo. A quantidade de refugiados no mundo só cresce e, em todos os debates sobre o tema, a figura do Sergio se faz presente. Sua herança permanece, e suas ações ainda ecoam em diversos países, servindo de inspiração. É um brasileiro do qual temos que nos orgulhar”, completa Zavarize. “Fazer o projeto foi fantástico, mas apresentar no Rio foi particularmente especial, por ser a terra do Sergio”, registra.

(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
A atmosfera de otimismo e esperança durante todo o evento não deixou dúvidas: Sergio presente (Foto: Bruno Menezes)

“As pessoas precisam compreender mais, ter um pouco mais de respeito pelos refugiados, e exatamente por isso a memória do Sergio precisa ser preservada”, explica Zavarize. Wagner vai na mesma linha: “Se as pessoas que estão com essa visão um pouco equivocada do que são os direitos humanos conhecem trajetórias e histórias como a de Sergio, elas tendem a ampliar sua visão e enxergar um pouco além”.

Embora tenha trabalhado mais com refugiados, a batalha de Sergio transcende o tema, diz o jornalista, lembrando que ele foi alto comissário para os direitos humanos. “A defesa dos direitos humanos não existe só aqui no Brasil, está na Carta da ONU, são direitos inalienáveis de qualquer pessoa.”

“O legado dele é esse, ele está nas pessoas que o conheceram e nas outras que, mesmo sem o terem conhecido, estão levando isso adiante. Ele é muito mais do que matéria, Sergio é uma filosofia, Sergio é uma atitude, Sergio é pragmatismo, Sergio é isso, Sergio está vivo em tudo isso que a gente pôde mostrar nessse trabalho.”

“Era um pacifista, ele era extremamente hábil com as palavras, foi um artífice da paz onde passou, ele se envolveu nas mais espinhosas crises humanitárias, e é isso que fica. Ele costumava dizer: ‘o futuro precisa ser inventado’. Esta frase tem que ser repetida e repercutida. A gente precisa inventar um futuro melhor do que esse que a gente está vivendo”, conlui Sarmento.

(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
Wagner Sarmento conversa com os presentes e autografa o livro sobre a vida e o legado de Sergio Vieira de Mello (Foto: Bruno Menezes)

 

(Foto: Unic)
O lançamento integrou as comemorações no Rio pelo Dia Mundial Humanitário (Foto: Brenno Felix/Unic)
(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
Um brinde ao legado de Sergio Vieira de Mello (Foto: Bruno Menezes)
(Foto: Unic)
Uma avant-première do documentário sobre a vida de Sergio Vieira de Mello, que antecedeu um bate-papo com o autor Wagner Sarmento e o diretor André Zavarize (Foto: Brenno Felix/Unic)
(Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
O jornalista Wagner Sarmento autografa o livro sobre a vida e o legado de Sergio Vieira de Mello (Foto: Bruno Menezes)
(Foto: ZAZ Produções)
Malafala, bairro periférico de Maputo, Moçambique, durante as filmagens para o documentário  (Foto: ZAZ Produções)
(Foto: ZAZ Produções)
Camboja, durante as filmagens para o documentário ‘Sergio Vieira de Mello: o legado de um herói brasileiro’ (Foto: ZAZ Produções)
(Foto: ZAZ Produções)
O famoso monumento Cristo Rei de Dili, no Timor-Leste, um presente do governo da Indonésia ao país. Making-off do documentário ‘Sergio Vieira de Mello: o legado de um herói brasileiro’ (Foto: ZAZ Produções)
(Foto: ZAZ Produções)
O Abrigo Jardim Floresta, que atende imigrantes em Boa Vista, no estado de Roraima, Brasil, durante as filmagens para o documentário ‘Sergio Vieira de Mello: o legado de um herói brasileiro’. O município é vizinho a Pacaraima, cidade fronteiriça com a Venezuela (Foto: ZAZ Produções)
André Simões (esq.), sobrinho de Sergio e membro da Fundação Sergio Vieira de Mello, com o autor do livro, Wagner Sarmento, no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro durante cerimônia de lançamento (Foto: Bruno Menezes/Diário do Porto)
O autor do livro, Wagner Sarmento, com André Simões, sobrinho de Sergio e membro da Fundação Sergio Vieira de Mello (Foto: Bruno Menezes)
Sergio Vieira de Mello no Conselho de Segurança da ONU (Foto: Eskinder Debebe/ONU)
Sergio Vieira de Mello no Conselho de Segurança das Nações Unidas (Foto: Eskinder Debebe/ONU)

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