FGV aponta 5 cidades mais ricas e mais pobres do RJ | Diário do Porto

Economia

FGV aponta 5 cidades mais ricas e mais pobres do RJ

Média é divisão dos valores nas declarações para o imposto de renda pelo número de contribuintes. Estado do RJ, segundo a FGV, só perde para Brasília e SP

22 de junho de 2021


Educação e Cultura elevam a qualidade de vida em Niterói (Deposit Photo)


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Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) descreve com um pouco mais de detalhes o quadro da desigualdade social no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o estudo, a renda média por pessoa na cidade mais rica do estado é cerca de 16 vezes maior que no município mais pobre.

A média foi feita com base na soma dos valores que constam das declarações de imposto de renda das pessoas físicas, dividida pelo número de contribuintes. A cidade mais rica é Niterói, que não por acaso aparece sempre na dianteira dos índices educacionais. A mais pobre é Japeri, na Baixada Fluminense.

Cinco cidades mais ricas do RJ (FGV):

  1. Niterói – R$ 4.186,51
  2. Rio de Janeiro – R$ 2.898,46
  3. Macaé – R$ 1.584,43
  4. Petrópolis – R$ 1.492,37
  5. Teresópolis – R$ 1.431,36

Cinco cidades mais pobres (FGV):

  1. Japeri – R$ 259,93
  2. Tanguá – R$ 292,57
  3. São Francisco de Itabapoana – R$ 314,32
  4. Sumidouro – R$ 321,31
  5. Varre-Sai – R$ 353,22

Niterói tem quase meio milhão de habitantes e figura entre as cidades brasileiras com os melhores indicadores de qualidade de vida. Contribuem para o desempenho o fato de ter muitos aposentados do serviço público como capital do antigo Estado do Rio de Janeiro, a pujança da indústria naval em outras épocas e a boa arrecadação com royalties do petróleo.

Além dos fatores econômicos, ajudaram Niterói a se firmar como referência em políticas públicas no país os investimentos de seguidas gestões em Educação, Cultura e Saúde, com programas pioneiros como o Médicos de Família, em 1991.

No mesmo ano de 1991, o município de Japeri emancipou-se de Nova Iguaçu. Os prefeitos que se seguiram não apresentaram soluções para a pobreza e os problemas decorrentes do crescimento desordenado e da informalidade na economia. A cidade tem pouco mais de 100 mil habitantes.

 


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A natureza privilegiada, na base da Serra do Mar, não inspirou gestores a transformarem o potencial turístico em emprego e renda para Japeri. Nem a recente inauguração do Arco Metropolitano levou desenvolvimento à cidade, assolada por gestões sem capacidade para pensar e implementar políticas de redução de desigualdades.

O índice de desenvolvimento humano, da ONU, baseado em avaliações de renda, educação e longevidade, posiciona Japeri como o nono pior entre os 92 municípios do Estado, com 0,659. Niterói é o melhor, com 0,837.

RJ tem 3ª melhor renda média

O levantamento da Fundação Getúlio Vargas mostra também que o Rio de Janeiro é o terceiro estado com maior renda média do Brasil. Segundo a pesquisa, a renda média do contribuinte fluminense é de R$ 1.720,70, perdendo apenas para Brasília (R$ 2.981) e São Paulo (R$ 1.977,02).