Fecomércio-RJ se posiciona contra modelo de licitação do Santos Dumont | Diário do Porto


Infraestrutura

Fecomércio-RJ se posiciona contra modelo de licitação do Santos Dumont

Presidente da entidade, Antonio Florêncio Queiroz Jr se manifesta contra modelo de privatização do aeroporto central do Rio

23 de outubro de 2021

Presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Jr assina nota da entidade contra modelo de privatização do Santos Dumont (divulgação/Fecomércio RJ)

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A Fecomércio-RJ se manifestou duramente contra a modelagem proposta pelo Governo Federal para a  licitação do Aeroporto Santos Dumont. A Federação, que representa mais de 70% do PIB do estado do Rio, emitiu pronunciamento criticando o modelo apresentado pelo Governo Federal para a privatização do terminal do centro do Rio e os aeródromos de Jacarepaguá, Uberlândia, Uberaba e Montes Claros. A nota, assinado pelo presidente da entidade, Antonio Florêncio de Queiroz Jr, reforça as manifestações do prefeito Eduardo Paes e da Frente Parlamentar em Defesa do Galeão. Segue a íntegra da manifestação.

“Precisamos enxergar qualquer medida sob a ótica do senso coletivo, considerando as consequências que ela possa ter para a sociedade. Nos causa muita estranheza que, ao se discutir o Santos Dumont, não se leve em conta o dano que isso irá causar ao estado do Rio de Janeiro. E, inclusive, aos estados vizinhos. Isso porque haverá o esvaziamento do Galeão, e não somente de passageiros, mas também do terminal de carga. Acreditamos que esse caminho afetará negativamente a economia do nosso estado. A sociedade organizada precisa ser ouvida. Os danos causados ao estado por decisões no passado já demonstram o quanto é danoso não se ouvir a sociedade, o setor empresarial, enfim, o setor produtivo, que é quem efetivamente gera a riqueza e utiliza esses equipamentos”.

Os pontos nevrálgicos da licitação

As principais reinvindicações da Frente Unida pelo Galeão são a retirada do Santos Dumont e de Jacarepaguá do bloco da licitação com os três aeroportos mineiros; autorização para voos internacionais no Santos Dumont apenas quando o volume de passageiros nos terminais da cidade atinja e consolide a marca de 30 milhões de passageiros/ano; e que o Santos Dumont só receba e emita voos nacionais com distância menor de 500 quilômetros a partir de seu destino, com exceção de Brasília. No próximo dia 27 será realizada uma audiência pública no Senado para debater o assunto.


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