Economia

Fecomércio RJ: há risco de desemprego para 464 mil pessoas

Medidas do Governo Federal são insuficientes para enfrentar o desemprego e efeitos da pandemia do coronavírus, aponta instituto de pesquisas da Fecomércio

28 de abril de 2020
Pesquisa da Fecomércio RJ aponta que micro e pequenos empresários estão demitindo e não têm apoio do Governo (foto: Agência Brasil / Tania Regô)

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Estudo realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) mostra que as medidas anunciadas pelo Governo Federal para combater os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus são, até agora, insuficientes.

O instituto alerta que as ações governamentais deveriam ter mais foco nos micro e pequenos negócios, para tentar evitar o desemprego de cerca de 464 mil pessoas que trabalham no setor do comércio, no Estado do Rio.

De acordo com o levantamento, 16,1% dos empresários do setor já demitiram funcionários. Outros 19% ainda pretendem demitir. Além da insuficiência das medidas anunciadas pelo Governo, outro fator da crise é a queda da demanda dos produtos e serviços, percebida por 92% dos empresários.

Dentre os empresários que conhecem integral ou parcialmente as medidas adotadas pelo Governo Federal para mitigar os impactos da crise, 74,2% afirmaram que as mesmas não resolvem os problemas do setor. Uma boa parte, 28%, diz não ter conseguido acesso à principal iniciativa anunciada até agora, que foi a destinação de R$ 40 bilhões para o financiamento da folha de pagamento.

O IFec RJ declara que essa resposta já era esperada, pois quase um terço dos empresários do setor de comércio e serviços do Estado emprega de 1 a 4 empregados e a maioria fatura menos de R$ 360 mil por ano, estando excluída do apoio anunciado pelo Governo.


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Entre os empresários, 27,7% reclamam que o acesso aos financiamentos é burocrático, enquanto 27,3% acreditam que o Governo colocou pouco dinheiro para anteder as necessidades geradas pela crise.

Se de fato ocorrerem as demissões previstas pelo IFec RJ, a taxa de desemprego no Estado saltaria de 13,7% para 19%, como consequência da diminuição de postos de trabalho no setor de comércio e serviços.

Na divulgação de sua pesquisa, o IFec avaliou que os micro e pequenos empresários receberam menos atenção do Governo Federal do que os grandes empresários.