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Fecomércio RJ diz que turista nacional é prioridade

Antonio Queiroz, presidente da Fecomércio RJ, defende plano para atrair turistas nacionais ao Rio. Ele afirma que as vacinas trazem otimismo para 2021

27 de dezembro de 2020
O presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, diz que atração de turistas nacionais deve ser prioridade para o Rio (foto: reprodução Internet)


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O presidente da Fecomércio RJ (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio), Antonio Florencio de Queiroz Junior, destacou em entrevista ao jornal O Dia que a atração de turistas nacionais pode ser “a mola propulsora” para a retomada econômica no Estado do Rio. Ele acredita que 2021 será um ano promissor, com a chegada das vacinas contra a pandemia do Coronavírus.

Segundo Queiroz, “o turismo pode ser nossa mola propulsora. Poucos Estados possuem uma infraestrutura de aeroportos, hotéis, serviços e natureza como o Rio de Janeiro. Temos que trabalhar melhor esses atributos, criar incentivos, realizar campanhas e tudo que possa atrair turistas nacionais, nosso primeiro e talvez mais importante público nesse momento, e posteriormente, os mercados internacionais. Sempre seguindo os protocolos de segurança recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde)”.

A opinião do presidente da Fecomércio RJ está alicerçada no fato de que o Rio possui também a vantagem de estar ao lado de São Paulo e Minas Gerais, os Estados que mais emitem turistas no país. Eles podem visitar o Estado do Rio, em muitos casos, até pelas rodovias, sem o alto custo do setor aéreo.

Esses vizinhos já eram, nos tempos antes da pandemia, os maiores visitantes do Rio no Carnaval e Fim de Ano. Com uma política de atração adequada, podem garantir a ocupação da rede hoteleira do Rio durante o ano todo. Se o Rio for capaz de atrair o turista nacional, será também capaz de chegar “posteriormente” aos mercados internacionais, como diz Queiroz.

As vacinas devem servir como gatilho para o otimismo com dias mais próximos da normalidade. Afinal, a vacina é a notícia que queríamos ouvir desde que percebemos que a pandemia era muito mais do que um jargão das autoridades sanitárias”, disse o presidente da Fecomércio RJ.

Fecomércio RJ quer plano estratégico para o turismo

Ele fez um diagnóstico de 2020, dizendo que foi “um ano difícil para todos, sem exceção, no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo”. Destacou como a crise da pandemia afetou o setor do comércio de bens, serviços e turismo no Estado. Setor que reúne mais de 314 mil estabelecimentos e representa 68% dos negócios, gerando mais de 1,6 milhão de empregos, que equivalem a 60% dos postos de trabalho formais.

Para que o segmento do turismo possa impulsionar a economia do Rio, Queiroz defende que seja construído um plano estratégico, envolvendo o Governo do Estado, as prefeituras e a iniciativa privada.

“O Estado do Rio é a porta de entrada do turismo nacional, porém perdemos um pouco do brilho ao longo dos últimos anos. É necessário um trabalho conjunto das entidades, dos municípios e do Governo Estadual com foco na promoção dos destinos fluminenses e na Segurança Pública. Nossa vocação para o turismo é inigualável, com lindas serras, um interior pujante, um litoral sem igual no mundo. A cadeia de empregos gerados pelo turismo é colossal. Atinge desde o setor de serviços (transportes, beleza, alimentação, lavanderias, bares, pontos turísticos etc), como o comércio de rua e de shoppings, assim como os produtores locais, a cultura, enfim toda a cadeia produtiva”, afirmou o presidente da Fecomércio RJ.


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