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Fecomércio RJ: 80% perderam faturamento no Centro

Instituto da Fecomércio RJ entrevistou 303 empresários do Centro do Rio. Para eles, um dos grandes entraves à recuperação da região é o comércio informal

13 de janeiro de 2021

O home office derrubou os negócios, aponta Fecomércio RJ (Foto: Tania Regô/Agência Brasil)

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Diante de uma crise econômica gerada pelo coronavírus, os comerciantes do Centro do Rio viram seus ganhos e público caírem drasticamente, ao ponto de fecharem as portas. De acordo com o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), que entrevistou 303 empresários do comércio de bens e serviços da região, 80,3% dos entrevistados registraram queda acima de 25% no faturamento de 2020 no comparativo com 2019.

Entre 8 e 11 de janeiro, o instituto da Fecomércio RJ sondou os empresários com perguntas específicas sobre o impacto da pandemia na atividade econômica da Região Central. Eles fizeram muitas críticas aos problemas que precedem a pandemia, e que o empresário do Centro enfrenta há muito tempo, como segurança, infraestrutura e pessoas em situação de rua.

O levantamento apontou que, para 57,4% dos empresários, a demanda por bens e serviços piorou muito nos últimos meses. Os que acreditam que a situação piorou são 25,4%. Já para 12,5%, a procura permaneceu igual. Apenas 4% afirmam que a demanda melhorou, e para menos de um por cento houve incremento significativo.

Fecomércio RJ aponta efeitos do home-office

Quem passa pelo ruas do Centro do Rio observa dezenas de lojas fechadas e placas de “aluga-se” nas construções centenárias. O regime de home-office gera dificuldades para o setor recuperar as perdas causadas pelo lockdown, especialmente bares e restaurantes.

Para 10,6% dos empresários, a redução de clientes variou de 16% a 25%, seguidos por 4,6%, que apresentaram queda de 6% a 15%. Por fim, 4,6% afirmam que houve diminuição do faturamento em até 5%.

Outro fator apontado pelos empresários como um dos grandes entraves à recuperação da região é o comércio informal. Segundo eles, esse é o principal obstáculo a ser enfrentado esse ano. Dados do estudo da Fecomércio RJ mostram que, a partir de 2014, o Estado apresentou um crescimento acelerado de informais.


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