Fecomércio: pirataria traz prejuízo de R$ 822 milhões ao Rio | Diário do Porto

Economia

Fecomércio: pirataria traz prejuízo de R$ 822 milhões ao Rio

Fecomércio aponta que as roupas são as líderes do comércio de produtos piratas. População sabe que a pirataria é crime e pede redução de impostos

9 de fevereiro de 2020
Os óculos estão entre os produtos mais falsificados no comércio ilegal do Rio (fonte: Fecomércio RJ / divulgação)

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As roupas falsificadas são os produtos piratas mais consumidos de forma ilegal no Estado do Rio de Janeiro. A constatação faz parte de pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), que aponta que esse tipo de comércio causou prejuízos de R$ 822 milhões para o Estado, no ano passado.

O levantamento mostra que cerca de 26% da população fluminense adulta comprou algum produto pirata no ano de 2019, o equivalente a 3,3 milhões de pessoas, com gasto médio de R$ 56 por compra.

Segundo os dados do Instituto Fecomércio, o que não falta é consciência, pois 96,2% dos entrevistados sabem que a pirataria é crime. A maior parte (61,2%) também considera que a prática é uma concorrência desleal ao comércio formal, sendo que 60,6% sabem que isso prejudica a economia do Estado.

Depois das roupas falsificadas, o ranking dos produtos piratas mais consumidos no Estado é composto por filmes, óculos, música, equipamentos eletrônicos, calçados/bolsas, brinquedos, relógios, programas de computador, TV por assinatura, cigarros, perfumes e artigos esportivos.

Os entrevistados disseram que as melhores soluções para combater a pirataria seriam reduzir a carga tributária (62%), criar mais empregos (49,2%), elevar a educação (38,6%) e conscientizar ainda mais a população sobre os prejuízos causados pelo consumo desses produtos (37%). Para 52%, os produtos originais são mais caros devido aos impostos elevados.


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Mesmo com maioria dos entrevistados sabendo que a pirataria é crime, 84,7% disseram que compraram produtos ilegais por causa dos preços mais acessíveis. O fato de que as marcas pirateadas dão “status” foi apontado por 10,2% do público ouvido na pesquisa.

Para o diretor do IFec RJ, João Gomes, a pirataria pode causar danos aos próprios consumidores, com produtos de baixa qualidade que podem provocar acidentes. Além disso, o diretor alerta para os danos econômicos, tendo em vista que estes produtos que não são taxados na sua produção, importação ou comercialização, acabam prejudicando a arrecadação e o comércio formal, contribuindo para o desemprego e o aumento da criminalidade.

Para intensificar o combate à pirataria no estado do Rio, a Fecomércio RJ e o IFec RJ criaram o Conselho de Combate ao Mercado Ilegal, que realizou sua primeira reunião no último dia 22 de novembro do ano passado, na sede da Federação, no Flamengo.

Segundo João Gomes, a venda de mercadorias ilegais vem crescendo no Rio de Janeiro, o que afeta diretamente não só o comércio legal que a Federação representa, como a sociedade em geral.

“Para discutir medidas que ajudem no combate dessa prática, criamos um conselho para trocar informações e dados com especialistas da área, visando ajudar e atuar no combate às práticas do mercado ilegal nos mais diversos setores”, afirma o diretor.