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Infraestrutura

Fechar o Santos Dumont seria saída para o Galeão

A área do aeroporto Santos Dumont poderia virar um novo bairro. Proposta concentraria voos no Galeão, que voltaria a ser um forte hub internacional

10 de março de 2021

Boas práticas garantiram a renovação do certificado internacional de segurança em saúde do Aeroporto Internacional Tom Jobim (foto: reprodução da Internet)

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A situação crítica vivida pelo Aeroporto Internacional do Rio – Tom Jobim-, o Galeão, tem aumentado os debates sobre o papel do aeroporto Santos Dumont, havendo propostas para redução do seu número de voos, ou até mesmo para que seja fechado e transformado em um novo bairro.

O Galeão já foi o mais importante aeroporto do país, chegando a ter mais de 16 mil empregados, quando funcionava como a principal porta brasileira para os voos internacionais. Atualmente, emprega menos de 7 mil, como consequência do seu esvaziamento, causado pela migração das empresas aéreas para São Paulo e Brasília, principalmente.

E é aí que entra o Santos Dumont, que se transformou em um alimentador de outros aeroportos localizados fora do Rio de Janeiro. Essa situação tornou-se cada vez mais grave a partir de 2009, quando a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) permitiu a ampliação dos voos nacionais no Santos Dumont, que deixou de se limitar à ponte-aérea para São Paulo ou aos voos para o interior do Estado.

Santos Dumont, um novo bairro

Com a desregulamentação feita pela Anac, o Santos Dumont começou a retirar do Galeão os voos para as outras capitais e cidades médias dos outros Estados. Esses eram os passageiros que utilizavam o aeroporto internacional do Rio para suas viagens ao exterior, junto com os próprios cariocas, que agora são obrigados a fazer escalas em outras cidades.

Já há entre especialistas em estratégias urbanas a proposta para que o Aeroporto Santos Dumont deixe de funcionar e sua área seja transformada em um novo bairro da cidade. Com isso, os voos seriam todos concentrados no Galeão, recuperando as condições para que volte a ser um hub aéreo importante no país.

Segundo os defensores desse ponto de vista, atualmente, o Rio não tem condições de manter o funcionamento de dois aeroportos e deveria seguir o exemplo de outras grandes cidades,que retiraram os aeroportos próximos de seus centros.

Essa proposta para uma nova ocupação do Santos Dumont encontra apoio em investidores internacionais, havendo inclusive interesse para que ali seja feito um resort integrado, complexo hoteleiro, com centro de convenções, casas de shows, shopping center e área para um cassino, quando houver a legalização desse tipo de empreendimento no país.

Os que são contra essa proposta argumentam que o Santos Dumont é importante para manter a atratividade do Centro do Rio como sede de empresas. Porém defendem que o aeroporto retome a sua função exclusiva de operador da ponte-aérea e de voos regionais.

Voos do Santos Dumont controlados pelo Rio

O deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ), que já foi secretário estadual de Turismo, apresentou projeto para que a União transfira ao Governo do Rio a organização dos voos do Galeão e do Santos Dumont, retirando esse poder da Anac. O objetivo é eliminar a concorrência predatória que acaba prejudicando a economia do Estado.

O secretário estadual de Transportes, Delmo Pinho, concorda que é preciso redefinir as funções do Galeão, concentrando neles os voos internacionais e nacionais, deixando para o Santos Dumont a ponte-aérea para São Paulo e os voos regionais.

Segundo o secretário, “para que o Rio volte a ser um hub potente, como foi no passado até 2009, precisará concentrar um bom número de voos num aeroporto, e também atrair passageiros de outras cidades para completar os assentos que sua economia não preenche, e desta forma viabilizar uma grade de voos que atraia mais usuários”.


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