Infraestrutura

Favela surge acima do Largo do Boticário

Prefeitura não impede construção de casas em área proibida. Terreno invadido fica no encontro de Santa Teresa e Cosme Velho, diante do Largo do Boticário

18 de julho de 2020
Terreno invadido fica no encontro de Santa Teresa e Cosme Velho

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A degradação do Rio Janeiro, especialmente das moradias, parece nunca ter fim. O site “Diário do Rio” mostrou esta semana que mais uma favela está surgindo na Zona Sul, com desmatamento e todas as mazelas que a ocupação irregular causa. Fica no encontro entre os bairros de Santa Teresa e Cosme Velho.

Muitas construções da invasão, na altura da Avenida Almirante Alexandrino, próximo ao Corpo dos Bombeiros de Santa Teresa, já estão prontas. Um grande muro serve de base para as novas que estão sendo levantadas sem que ninguém impeça.

Hotel no Largo do Boticário ameaçado

Cláudio Castro, diretor da Sérgio Castro Imóveis, disse ao site que muitos imóveis e empreendimentos, como o do Largo do Boticário, no Cosme Velho, “podem perder o valor em meio à construção dessa nova favela na cidade do Rio de Janeiro”. O Largo do Boticário, foi comprado pela rede Accorhotels por cerca de R$ 12 milhões para a construção de um hotel. As obras já foram iniciadas, mas o Largo fica à frente das construções ilegais.


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O terreno invadido é plano e tem cerca de de 20 mil metros quadrados. O arquiteto e urbanista Washington Farjardo, ouvido pelo site, definiu a situação como kafkaniana. A parte frontal do terreno, na Rua Cosme Velho, foi desapropriada pela Prefeitura para a construção do ponto de ônibus. Na parte de cima do terreno a legislação não permite a construção, pela questão ambiental. Teria sido melhor a desapropriação de toda a propriedade, segundo ele.

O que acontece, nessa invasão, é um exemplo do que vem acontecendo em toda a cidade: a Prefeitura não consegue coibir construções irregulares e nem auxiliar de alguma forma as pessoas que, por necessidade, devido aos problemas econômicos pelos quais passamos, vão morar nessas construções irregulares”, disse Fajardo. Você pode ler a matéria do Diário do Rio clicando aqui.