Falta de vacinas reduz campanha de imunização | Diário do Porto

Saúde

Falta de vacinas reduz campanha de imunização

Vacinas para a cidade do Rio chegam a 110 mil doses, na fase inicial. Prefeitura alerta para população não ir aos postos de saúde.

19 de janeiro de 2021


Vacinas dependem de material fabricado na China, sem previsão de entrega. No Rio, primeiras doses foram aplicadas em cerimônia no Cristo Redentor (foto: Agência Brasil / Fernando Frazão)


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110 mil moradores da cidade do Rio serão vacinados na primeira fase do plano de vacinação da Covid-19. Para o resto da população, não há ainda quantidade suficiente de vacinas e por isso a Prefeitura alerta para que ninguém procure os postos de saúde.

Entre os que serão atendidos agora, estão idosos que moram em abrigos, os profissionais de saúde da linha de frente contra o Covid-19 e os próprios profissionais que realizam a vacinação.

A cidade do Rio teve direito a 231 mil doses de vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Como essa vacina deve ser dada em duas aplicações, o número de beneficiados foi reduzido para cerca da metade. O estoque total é guardado pelo Governo do Estado.

Vacinas dependem da China

A falta de previsão é nacional, pois tanto as vacinas do Butantan quanto as que serão produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dependem do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), importado da China. Não há data para a entrega desse material, embora haja compromissos contratuais de que parte deva ser entregue ainda neste mês.

A China, que é o maior parceiro comercial do Brasil, foi duramente criticada ao longo dos últimos meses pelo presidente Bolsonaro e seus filhos, por causa de seu regime socialista de governo.

O Estado do Rio recebeu um primeiro lote com 487.520 doses de vacinas, que estão sendo distribuídas entre a capital e as cidades do interior. A Prefeitura do Rio prevê que o primeiro lote acabe em 4 dias, entre 19 e 22 de janeiro. A segunda dose será aplicada em um mês.

Quando houver vacinas suficientes para todos, a Prefeitura do Rio afirma que não terá dificuldades para colocar em prática a campanha de imunização na cidade. Nas últimas campanhas de vacinação contra a gripe, foram aplicadas 20 mil doses diárias.

O prefeito Eduardo Paes adverte que o início da vacinação não será o final da pandemia. Ele pediu atenção aos cariocas para a manutenção das medidas de proteção, como distanciamento social e a utilização de máscaras.

Uma cerimônia no Cristo Redentor, na segunda-feira (19), marcou a aplicação das primeiras vacinas CoronaVac entre moradores da cidade. As escolhidas foram Terezinha da Conceição, de 80 anos, que vive em abrigo da Prefeitura, e Dulcinea da Silva Lopes, 59 anos, que é técnica em enfermagem do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, unidade de referência no tratamento da doença.


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