Executiva da L´Oréal deseja "vacinação e simplificação tributária" ao Brasil | Diário do Porto

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Executiva da L´Oréal deseja “vacinação e simplificação tributária” ao Brasil

An Verhulst-Santos deixa Brasil para comandar a L´Oréal no Canadá. Em entrevista de despedida, disse que o futuro está na inteligência artificial

31 de março de 2021
An Verhulst-Santos, da L´Oréal: o futuro está na inteligência artificial (Divulgação)


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A L´Oréal, uma das maiores empresas com sede no Porto Maravilha, não tem do que se arrepender das decisões tomadas diante do pandemia, especialmente a de apostar as fichas no universo online. O avanço foi tão grande que a belga An Verhulst-Santos, comandante da subsidiária brasileira desde 2017, já planeja adotar nas lojas físicas de varejo um sucesso do mundo online: o “virtual trial”, a ideia de “experimentar” um batom ou uma base por meio da tela do computador.

O sucesso da empresa no Brasil levará An Verhulst-Santos a assumir no fim deste mês a operação da multinacional francesa no Canadá. Em entrevista recente ao jornal O Globo, ela deixou para o Brasil uma mensagem que é um desejo: muita vacinação e que se alcance a simplificação tributária.

A executiva ressaltou os avanços da inteligência virtual, que facilitou o que parecia muito difícil: a consumidora comprar batom sem experimentar. “No varejo físico, vou querer saber ainda os ingredientes que há dentro do produto. Vou escanear o código QR e ver se é o melhor produto para mim. Será uma experiência de realidade aumentada. Quando vai a uma loja, você quer um conselho, e nem sempre tem uma pessoa perto de você. Haverá esse mundo híbrido”, disse ao jornal.

 


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Os avanços levam a L´Oréal a se projetar, segundo a executiva, como uma beauty tech, com serviços para o consumidor combinando on-line e off-line. “Nossa vida será mais híbrida, na forma de trabalharmos e de consumirmos”, explicou.

A busca da interação do vendedor com o cliente é outra aposta, com o uso do WhatsApp. Segundo ela, a conversão de vendas é 20 vezes maior quando há conversa no digital do que com o consumidor sozinho na frente do computador. “Acabamos de lançar uma opção em que os consumidores conseguem comprar os produtos durante uma live na internet”, conta a executiva.

Certa de que o futuro pertence à inteligência artificial, a multinacional passou a buscar parcerias com startups. A pandemia, segundo ela, fez com que o e-commerce avançasse cinco anos em cinco meses. “Estamos sempre olhando start-ups para aquisição”, adiantou. Fica a dica.