Estudo da Casa Firjan aponta trabalho híbrido como tendência | Diário do Porto


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Estudo da Casa Firjan aponta trabalho híbrido como tendência

Relatório do Lab de Tendências da Casa Firjan pode servir de base para planejamentos estratégicos de empresas. Experiências híbridas estarão no foco

13 de janeiro de 2022

Trabalho híbrido é preferência entre funcionários e empresas segundo estudo do Lab de Tendências da Casa Firjan (divulgação/Casa Firjan)

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Espaços híbridos integrando o físico e o digital, consumo de baixo impacto, metaverso e tecnologias para controlar os riscos da crise climática. Esses cenários integram o Report Macrotendências 2022-2023, estudo lançado nesta semana pelo Lab de Tendências da Casa Firjan e que pode servir de base para o desenvolvimento de planejamentos estratégicos de muitas empresas.

Resultado dos chamados Estudos de Futuros e construído por uma equipe multidisciplinar, que utiliza pontos de análise variados para mapear tendências, o relatório leva em consideração as mudanças e rupturas do contexto social, econômico e cultural e indica temas em destaque para os próximos anos.

Um dos temas que seguirá no foco e será um desafio para empresas e governos é a dinâmica híbrida integrando o físico e o digital. Ou seja: repensar o nível de utilização dos espaços físicos para que não se tornem obsoletos em relação aos avanços digitais e trazer um maior nível de imersão e sensorialidade para as experiências online.

Estudo recente divulgado pelo Great Place to Work mostra que o modelo de trabalho híbrido, com parte dos funcionários no escritório e parte a distância, parece ser uma tendência forte. Entre as 2.008 pessoas respondentes, 30,2% afirmaram que as empresas onde trabalham já adotaram uma nova política em relação ao formato de trabalho. Desses, 77,7% ficarão com o modelo híbrido no contexto pós-pandemia.

Maioria prefere trabalho híbrido, diz estudo da Casa Firjan

O desejo dos funcionários, aliás, está em sintonia com as decisões das empresas. Isso porque 64,7% preferem o trabalho híbrido, enquanto apenas 16,4% acham melhor atuar 100% home office e 11,3%, totalmente presencial. “Pessoas passarão a trabalhar cada vez mais de lugares diferentes com fuso horários variados. Empresas precisarão entender que tipo de pessoa querem colocar no remoto e no presencial”, reforça Ana Carolina Machado Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências da Casa Firjan.

Mesmo para os negócios que se mantiverem presenciais, será necessária uma adequação para interações com stakeholders que ingressarão em modelos híbridos ou remotos. Nesse contexto, o conceito de produtividade também deverá ser revisto. Depois de tantas mudanças, o que significa ter uma boa performance? Na visão das pesquisadoras, políticas de saúde mental dentro das empresas seguirão sendo uma um importante balizador para o bem-estar dos colaboradores. É importante destacar que essa questão sobre a performance foi o tema central do Summit Firjan IEL + Festival Futuros Possíveis de 2020, no qual palestrantes nacionais e internacionais discutiram o assunto a partir de diferentes ângulos.


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