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‘É uma mina de ouro’, diz Firjan sobre estaleiros do RJ

Levantamento da Firjan foi apresentado a comissão da Alerj. O Rio tem 19 estaleiros, 15 diques, 18 carreiras e 33 cais de acabamento

23 de abril de 2021
Deputados querem que BR do Mar estimule indústria do Rio. Na foto, navio feito por estaleiro fluminense (Foto: Agência Petrobras)


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Cerca de 55% dos estaleiros brasileiros estão no Estado do Rio de Janeiro, que infraestrutura naval superior em comparação a outros estados. É o que aponta um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apresentado à Comissão de Indústria Naval, de Offshore e do Setor de Petróleo e Gás, da Assembleia Legislativa (Alerj).

Paulo Rolim, coordenador do Núcleo de Trabalho Naval do Conselho de Petróleo e Gás da Firjan, informou que o Rio de Janeiro possui 19 unidades instaladas e a quantidade de diques secos, cais de acabamento e de carreiras é significativamente superior à de outros estados. O estado concentra cerca de 15 diques, 18 carreiras e 33 cais de acabamento nesses estaleiros fluminenses.

“A situação é bem crítica, uma máquina de porte parada por mais de três meses requer gastos com manutenção, reposição de peças, entre outros. O parque industrial está ali, mas é difícil estimar o quanto custaria para ser retomado. Entretanto, há potencial na instalação dessas estruturas. Estamos diante de uma mina de ouro, precisamos transformar oportunidades em demandas, e demandas em atividades”, explicou.

Programa BR do Mar de volta à pauta

A comissão da Alerj discutiu sobre o projeto de lei 4.199/2020, em tramitação no Senado. O PL cria o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem (BR do Mar) e foi debatido com o senador Nelson Trad (PSD-MS).

“O projeto do BR do Mar sofreu muitas críticas principalmente da área de construção naval, mas o governo deixou claro que esse é um projeto de infraestrutura e não industrial. O programa visa atender a uma demanda reprimida e crescente de logística. Entretanto, abre sim oportunidades para construção e reparação naval; tem que haver competência da indústria”, destacou Rolim.

A gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Karine Barbalho, disse que o projeto do BR do Mar é necessário, mas precisa ser aperfeiçoado;

“A questão do Fundo de Marinha Mercante, como está colocada no projeto, é um ponto que precisa ser trabalhado. Se por um lado abre uma oportunidade de mercado para a cabotagem, por outro lado traz um dano quando se procura direcionar os recursos do fundo de marinha mercante não para fortalecer a indústria naval nacional, mas sim para abrir oportunidades para outras empresas”, disse Karine.

A presidente da Comissão, deputada Célia Jordão (Patriota), questionou sobre a importância do Fundo da Marinha Mercante (FMM) no investimento para a indústria marítima. Rolim afirmou que é a única fonte de financiamento acessível no Brasil e que a maior parte dos recursos é utilizada na área de infraestrutura e transporte hidroviário.

Célia Jordão lembra que o objetivo da comissão ao convocar a Firjan para uma reunião da Comissão é ouvir propostas para a retomada do setor naval fluminense e pensar nas questões mais perenes e nas estratégias a longo prazo para o setor, já que o estado tem uma grande capacidade produtiva.

Fonte: Alerj


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