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Escola Chinesa, no Rio, tem equipamentos da Huawei

Para crianças, a Escola Chinesa Internacional ensina em mandarim e é a primeira do tipo fora da China. Huawei tem grande interesse no leilão de 5G do Brasil

8 de fevereiro de 2021
Escola Chinesa Internacional, no Rio, tem equipamentos da Huawey e recebe crianças até a 6ª série (foto: Divulgação)

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Quem vai à Escola Chinesa Internacional (ECI), em Botafogo, é recebido por um robô-recepcionista, capaz de medir a temperatura e higienizar as mãos do visitante com álcool 70%. O estabelecimento, que diz ser o primeiro nesse modelo criado fora da China, oferece ensino para crianças, até a 6ª série do ensino fundamental, com conteúdo em mandarim, português e inglês.

A instituição começou a funcionar no ano passado e tem equipamentos de última geração fornecidos pela empresa Huawei, gigante tecnológica chinesa.

A Huawei é grande interessada no leilão que o governo brasileiro prepara para a implantação da tecnologia 5G no país. Enquanto durou o alinhamento de Jair Bolsonaro com a política externa de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, o Governo do Brasil estava decidido a impedir a participação da empresa no leilão, pois concordava com as suspeitas de que ela promove espionagem por meio de seus produtos no mercado internacional. Porém, em dezembro passado, com a confirmação da derrota de Trump, houve mudança nas disposições brasileiras e parece que não mais haverá impedimento à Huawei.

Entre os equipamentos da empresa na Escola Chinesa Internacional há quadros negros interativos, nos quais os professores fazem anotações que são automaticamente capturadas pelos tabletes dos alunos. Esses podem responder questões em seus tabletes e ter suas respostas também mostradas no quadro negro, facilitando em muito a dinâmica das aulas.

Segundo a escola, ela é uma organização educacional sem fins lucrativos, criada com o apoio financeiro de empresários chineses que residem no Rio de Janeiro e empresas chinesas sediadas no Brasil, com a permissão e apoio do Consulado Geral da China no Rio de Janeiro.

Escola Chinesa tem concentração em matemática e física

A diretora, professora Yuan Aiping, possui mais de 40 anos de experiência na área da educação. O objetivo a instituição é seguir o modelo da educação básica da China, com professores brasileiros, chineses e dos Estados Unidos. De acordo com a escola, “dominar o idioma e a cultura chinesa proporciona ao seu filho um maior potencial para o desenvolvimento da carreira, tornando-o mais competitivo no mercado profissional”.

Há na grade curricular uma grande concentração em matemática e física, mas também preocupação com a formação humanística dos alunos. Segundo seu material de divulgação, a escola estimula seus alunos a ampliar os horizontes, “de modo que pensem sob uma perspectiva internacional” e os capacita a “liderar o futuro”.


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