Economia

Entidades da construção não querem parar na pandemia

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) defende continuidade das obras, mesmo que outros setores estejam parando atividades

24 de março de 2020
Entidades empresariais da construção civil defende a continuidade das obras, com ações de prevenção (foto: Creasp / Divulgação)

Compartilhe essa notícia:


O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, afirmou que o setor não vai parar suas atividades por causa da pandemia do coronavírus.

A construção civil brasileira emprega cerca de 2,3 milhões de pessoas e, até agora, não houve determinação do Governo Federal para que as atividades sejam paralisadas.

No Rio, os governos do Estado e da capital anunciaram várias medidas para restrição do comércio e dos serviços, visando diminuir o risco do contágio, mas não foram claros sobre o setor da construção.

Segundo publicação da CBIC, em seu site na internet, a indústria da construção manterá suas atividades e as entidades do setor atuam, em parceria com os sindicatos dos trabalhadores, para evitar a transmissão do coronavírus nos canteiros de obras.

Para isso vão intensificar as ações de esclarecimentos aos empregados e reforçar as ações preventivas, com equipamentos e novos procedimentos nos ambientes de trabalho.

“O que nós temos de mais importante é a saúde do nosso trabalhador”, afirmou José Carlos Martins, em entrevista exibida pela CNN Brasil e reproduzida no site da CBIC.


LEIA MAIS:

Rio tem lei para requisitar imóveis na crise do coronavírus

Pestes e pragas: literatura para tempos de pandemia

Congresso Mundial de Arquitetura adiado para 2021


Martins também falou sobre o apoio do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci) para ações do Governo no combate ao coronavírus. Entre os apoios oferecidos está uma equipe técnica da entidade que auxiliará o Ministério da Saúde para a adaptação de estádios no atendimento médico à população.

Na mesma entrevista da CNN, ainda participaram Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon).

Os dois também defenderam a continuidade das obras no país, para evitar uma deterioração maior da economia e o aumento do desemprego em meio à pandemia.