Cinema

Encontro de Cinema Negro reúne 100 produções em três espaços culturais

“Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe”, considerado um dos maiores do gênero no país, vai até 9 de setembro, com exibições no Cine Odeon e no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia; no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, e no Cine Arte UFF, em Niterói. Três produções são de diretores da Baixada Fluminense

29 de agosto de 2018
Cena do documentário “Eu não nasci pra ser discreta”, de Alek Lean Foto: Divulgação

Compartilhe essa notícia em sua rede social:
filme eu não nasci pra ser discreta
Cena do documentário “Eu não nasci pra ser discreta”, de Alek Lean (Foto: Divulgação)

Quase uma centena de produções nacionais e internacionais serão exibidas a partir desta quarta-feira (29) no ‘Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe‘, considerado a maior janela de exibição afrodiaspórica de cinema negro no país.

As exibições vão ocorrer até dia 9 de setembro no Cine Odeon e no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia; no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, e no Cine Arte UFF, em Niterói. A programação completa está no site oficial.

A proposta do encontro é valorizar a produção cinematográfica negra brasileira como patrimônio cultural. Seu fundador, o ator, roteirista e cineasta Zózimo Bulbul, preferiu o termo “encontro” para o evento, pois queria estimular, de forma não competitiva, um estreitamento de relações e cooperação entre os realizadores.

O evento, que acontece no Centro Cultural Justiça Federal (CCFJ), no Centro do Rio,  tem curadoria do cineasta Joel Zito Araújo e da pesquisadora de cinema africano Janaína Oliveira.

‘Eu não nasci pra ser discreta’

“Eu não nasci pra ser discreta”, de Alek Lean, diretor de São João de Meriti, é um documentário ficcional onde quatro gays de etnias diferentes relatam como é ser um gay afeminado na sociedade machista.

“É a segunda vez que participo desse encontro. A importância de ter um filme no festival é grande porque é uma forma de a gente valorizar o trabalho do artista negro que não é reconhecido na mídia como merece ser mostrado. É uma oportunidade de incentivar a classe artística negra a produzir cada vez mais. Esse encontro é como se fosse o Oscar para mim”, revela Alek Lean. O filme será lançado no Odeon, dia 3 de setembro, às 21h, e reexibido no Centro Cultural Justiça Federal, dia 9, às 18h30.

Rap de Saia reúne histórias de 26 mulheres MCs

Três produções são feitas por cineastas da Baixada Fluminense: ‘Rap de Saia’, da cineasta Janaína Oliveira, moradora de Parada Angélica, em Duque de Caxias; o documentário “Reexistência – histórias de vida e resistência na Baixada Fluminense”, feito por Leila Xavier, Davidson Davis Candanda e Jony Batista, cineastas de Duque de Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu; e o inédito “Eu não nasci pra ser discreta”, de Alek Lean, diretor de São João de Meriti.

Em seu primeiro documentário, gravado em 2001, Janaína reuniu 26 mulheres MCs no estado. Nesta edição do encontro, a a MC Re.Fem (que significa Revolta Feminina), uma das poucas cantoras com projeção na Baixada, será homenageada com outras cineastas negras.

“O objetivo do filme era projetar o rap cantado por mulheres, dar visibilidade à história das pioneiras, evidenciar quem estava na cena e trazer luz à nova geração”, disse Janaína ao jornal ‘Extra’. “Rap de Saia” será exibido dia 6, às 15h30, no Museu de Arte do Rio (MAR).

Cena do documentário "Reexistência" (Foto: Divulgação)
Cena do documentário ‘Reexistência’ (Foto: Divulgação)

Histórias de superação

‘Reexistência – histórias de vida e resistência na Baixada Fluminense’foi o trabalho final de um curso de cinema. A ideia era contar uma história onde a Baixada fosse mostrada sob outra perspectiva. Uma mãe de santo que mantém o terreiro aberto, mesmo após inúmeros ataques; um produtor cultural e cantor que resistiu à violência, um poeta, ator e professor que resistiu à homofobia, uma jovem que superou agressão familiar.

“O filme trata da capacidade das pessoas resitirem e reexistirem e se reinventarem diante das dificuldade. Participar do encontro do cinema negro é sobretudo mostrar para o público esse território que, muitas vezes, é desconhecido do grande púbico”, ressaltou a professora e cineasta Leila Xavier.

O filme “Reexistência” será exibido no Odeon, nesta sexta-feira, 31, às 13h, e no Centro Cultural Justiça Federal, dia 9 de setembro, às 16h30.

Fonte: Jornal Extra

 

 

 

Compartilhe essa notícia em sua rede social: