Setor de transporte quer compensação por perder passageiros | Diário do Porto


Mobilidade

Setor de transporte quer compensação por perder passageiros

Empresas de transportes públicos do Rio de Janeiro sofrem com redução de passageiros devido ao isolamento social e já têm dificuldade para pagar salários

7 de abril de 2020

Sistemas de transportes do Rio de Janeiro podem entrar em colapso sem apoio governamental (Foto: Divulgação)

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O isolamento social, com muita gente em home office, fez desabar o número de passageiros no transporte público e, naturalmente, a arrecadação das concessionárias. Isso torna o reequilíbrio do setor um desafio para evitar um colapso com consequências drásticas a médio prazo.

Segundo a ANP Trilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), os sistemas de metrô, trem e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de todo o país registraram queda de 62,6% de passageiros em março. O prejuízo das operadoras de transportes sobre trilhos está estimado em R$ 2,1 bilhões, nos sistemas privados, e R$ 1,3 bilhão nos públicos.

Os ônibus do Rio também se encontram em situação parecida. Muitas empresas reduziram a frotas ou suspenderam linhas de menor movimento, prejudicando os usuários. Dos 5,5 mil ônibus na cidade do Rio, somente 2 mil permanecem nas ruas. O Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro) cobrou do prefeito Marcelo Crivella a liberação de recursos financeiros para abastecimento e pagamento da folha salarial. O prefeito aguarda ajuda do governo federal para a liberação de subsídios.


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Este é o quadro de toda a Região Metropolitana. Niterói e São Gonçalo operam com 10% da frota. Segundo o Sintronac (Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo), algumas empresas buscam suspender contratos de trabalho. Em Petrópolis, o Setranspetro (Sindicato das Empresas de Transporte de Petrópolis) prevê a necessidade de demitir 800 profissionais. A folha salarial por dia gire em torno de R$ 300 mil, muito superior à arrecadação.

Buscando uma solução para que os sistemas metroferroviários não sejam interrompidos, os operadores estão se reunindo com o Governo Federal. Já foram feitas reuniões como os ministérios da Economia, da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional, com a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Não há previsão para o fim do período de isolamento social.


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