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Criação de empregos bate recorde em pequenas empresas do RJ

Sebrae Rio aponta que, em dezembro do ano passado, crescimento na geração de empregos foi quatro vezes maior do que no mesmo mês de 2019. Confira setores

18 de fevereiro de 2021
Comércio no Rio: pequenas e micro empresas geraram empregos (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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A crise é profunda, e o tombo da economia foi um dos maiores durante a pandemia, mas o Estado do Rio de Janeiro parece ter tocado o fundo do poço. Pelo segundo mês consecutivo, apresentou um crescimento recorde na geração de empregos desde 2007, quando a evolução começou a ser medida. Segundo o Sebrae Rio, com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), as micro e pequenas empresas geraram 7,2 mil postos formais de trabalho em dezembro, um aumento de 421% em relação a dezembro de 2019.

No segundo semestre do ano passado, as micro e pequenas empresas geraram mais de 68 mil empregos. Entre julho e dezembro, elas recuperaram 79% das vagas perdidas no semestre anterior. O analista do Sebrae Rio Felipe Antunes lembra que, historicamente, dezembro é um mês de poucas contratações. “Mesmo diante de uma pandemia, o cenário de recuperação das micro e pequenas empresas é animador. Por terem uma estrutura menor, os pequenos negócios conseguem se adaptar com mais facilidade.”


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Apesar da pujança das micro e pequenas empresas, ainda não deu para recuperar as vagas perdidas no período mais crítico da pandemia. No balanço de 2020, essas empresas fecharam mais de 16 mil postos de trabalho no estado. Nas médias e grandes, este número chegou a 105 mil. “Para os próximos meses, uma recuperação no mercado formal de trabalho dependerá de um reaquecimento da economia, principalmente das atividades ligadas ao setor de serviços, que foram bastante impactadas pela pandemia”, conclui Felipe.

Caxias lidera geração de empregos

As micro e pequenas empresas de 51 municípios apresentaram saldo líquido de emprego positivo no ano passado, com destaque para Duque de Caxias (2,6 mil vagas), Nova Iguaçu (1,3 mil), São Gonçalo (942), Campos dos Goytacazes (852) e Maricá (826).

Essas empresas terminaram o ano com saldo positivo de 4,5 mil empregos com carteira assinada. As atividades que mais geraram oportunidades foram Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos sem manipulação de fórmulas (2,3 mil vagas), Supermercados (2,1 mil vagas) e Serviços combinados de Escritório e Apoio Administrativo (1,8 mil vagas). A maioria das vagas foram para balconista, operador de caixa e repositor de mercadorias.

Abertura de pequenos negócios

Com a pandemia, a taxa de empreendedorismo aumentou no estado. O número de empresas abertas foi de 330,6 mil, aumento de 8% em comparação com 2019. O destaque vai para os microempreendedores individuais (MEI): 286,3 mil, um aumento de 10% em relação a 2019. Empresas de pequeno porte também tiveram um aumento de 10%.