João Fortes Engenharia terá empréstimo de R$ 40 milhões | Diário do Porto


Imóveis

João Fortes Engenharia terá empréstimo de R$ 40 milhões

4ª Vara Empresarial do Rio autoriza João Fortes Engenharia, em recuperação judicial, a contratar crédito para pagar salários e organizar a venda de unidades

25 de maio de 2021

Salas comerciais no Touch Escritórios Inteligentes, no Jardim Botânico, são oferecidas no site da João Fortes Engenharia (Reprodução de internet)

Compartilhe essa notícia:


Em recuperação judicial desde maio de 2020, a João Fortes Engenharia, uma das maiores e mais tradicionais construtoras e incorporadoras do país, poderá contratar empréstimo de R$ 40 milhões junto a um fundo investidor, cujo nome está sendo mantido em sigilo. A autorização foi dada pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 24. Conhecido por sua atuação no setor imobiliário há quase 70 anos, o grupo, composto por 63 empresas, possui uma dívida declarada de R$ 1,3 bilhão.

Os valores captados pelo financiamento serão utilizados para custeio de despesas operacionais do grupo, como salários e transporte de empregados, aluguel, impostos, gastos com manutenção de empreendimentos concluídos e preservação e segurança de ativos. Os recursos também serão usados na “organização de esforços de venda das unidades prontas e para a busca de novos negócios para a companhia”.

No pedido de recuperação judicial que o setor imobiliário, a empresa alegava que o setor imobiliário enfrentava “um período de adversidades marcado pela crise macroeconômica do país e sua subsequente lenta retomada”. A empresa se disse “profundamente afetada” pela suspensão de financiamentos bancários, deterioração real acima de 20% no preço dos imóveis (medida pela diferença entre o índice FipeZap e o IPCA), desmobilização de ativos, negociação com credores, reestruturação de processos e redução de despesas.


LEIA TAMBÉM

Casal avança com franquia imobiliária RE/MAX na Zona Norte

Imóveis comerciais do Centro poderão virar residências

Tijuca ganha centro de referência em construção civil


As condições da operação

O juiz Paulo Assed Estefan, titular da 4ª Vara Empresarial, ouviu o administrador judicial Preserva-Ação e o Ministério Público, que se manifestaram favoravelmente à operação de crédito, que será feita na modalidade DIP, conferindo ao financiador prioridade no recebimento de valores. Como garantia, a construtora oferece a alienação fiduciária de imóveis que, segundo afirma, “se encontram livres e desembaraçados de ônus, inexistindo qualquer conflito ou superposição com garantias já constituídas em benefício de outros credores”.

Na decisão, o magistrado destaca que a concessão de financiamento à empresa em recuperação judicial “é medida de substancial importância para o soerguimento buscado no processo recuperatório, dada sua capacidade de conferir maior fôlego à atividade empresarial, através da injeção de novos recursos”. De acordo com a proposta, o financiamento deverá ser pago em 48 meses, com 12 de carência de principal, e incidência da taxa Selic, mais 1,49% ao mês.

 


/