Edital de leilão do Santos Dumont é inaceitável, diz Paes | Diário do Porto


Economia

Edital de leilão do Santos Dumont é inaceitável, diz Paes

Edital do Santos Dumont está sendo concluído pela Anac. Prefeito e presidente da Alerj exigem que esse aeroporto seja limitado, para fortalecer o Galeão

9 de dezembro de 2021

Santos Dumont não pode prejudicar o Galeão, dizem André Celiano e Eduardo Paes (foto: Agência Brasil / Fernando Frazão)

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) trabalha para concluir na próxima semana o edital de licitação do aeroporto Santos Dumont, com previsão para realizar o leilão até abril do próximo ano. Pelas informações veiculadas até agora, o edital não vai atender às principais demandas feitas pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), André Ceciliano.

Ambos consideraram inaceitáveis os termos da minuta do edital que foram colocados em consulta pública até o mês passado. “A maneira como está colocado o edital de concessão é para destruir o Rio de Janeiro. É inaceitável”, disse o prefeito, em declaração publicada pelo jornal O Globo.

Paes e Ceciliano exigem que o Santos Dumont seja limitado a voos de no máximo 500 quilômetros, o que inclui a ponte aérea para São Paulo, admitindo a exceção de voos para Brasília. A intenção é transferir a maior parte dos voos atuais do Santos Dumont para o Galeão, de forma a fortalecer um hub aéreo no Aeroporto Internacional do Rio.

Segundo O Globo, o Ministério da Infraestrutura, que coordena os trabalhos em torno da privatização do Santos Dumont, estaria admitindo apenas uma extensão do prazo para que esse aeroporto possa ampliar ainda mais seus voos atuais, além de acenar com a possível construção de uma linha de metrô para o Galeão. Ambas as medidas seriam uma forma de vencer as resistências de autoridades do Rio contra o modelo pretendido pelo Governo Federal.

Eduardo Paes foi enfático ao considerar que as mudanças oferecidas pelo Ministério da Infraestrutura até agora significam um ataque ao projeto do Rio de recuperar o Galeão como o grande aeroporto internacional brasileiro. O hub aéreo só será possível com a concentração de conexões nacionais. Com isso mais empresas internacionais poderiam centralizar suas operações no Galeão, o que beneficiaria os passageiros com origem e destino no Rio, além de incentivar as operações de importação e exportação por via aérea. Essas inciativas contribuiriam para dinamizar a economia do Estado.

Santos Dumont vai financiar aeroportos deficitários de Minas

Um dos pontos obscuros da proposta inicial do Ministério da Infraestrutura que ainda não foi esclarecido é a intenção de usar o Santos Dumont como atrativo em um pacote no qual são privatizados juntos três aeroportos deficitários do interior de Minas Gerais. Ou seja, o Rio de Janeiro, pelo modelo do Governo Federal, vai financiar as atividades econômicas do Estado vizinho.

O presidente da Alerj considera isso inadmissível e exige para o Rio o mesmo tratamento dispensado para o Governo de Minas Gerais. Os mineiros privatizaram no mês passado o aeroporto da Pampulha, limitando seus voos para não prejudicar o aeroporto internacional de Confins, e sem exigir que o comprador levasse também aeroporto deficitários do interior.


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