Edifício A Noite terá novo leilão em 14 de julho | Diário do Porto


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Edifício A Noite terá novo leilão em 14 de julho

A Noite, na Praça Mauá, tem preço mínimo de R$ 38,5 milhões. Edifício, de 1929, foi a sede da Rádio Nacional e já teve tentativas fracassadas de venda

29 de maio de 2022

Edifício A Noite está sem ocupação há quase dez anos (foto: SPU / Divulgação)

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O Governo Federal marcou para o próximo dia 14 de julho a nova tentativa de venda do edifício A Noite, símbolo da arquitetura art decó na Praça Mauá, principal ponto do Porto Maravilha, no Rio. O valor do lance mínimo no pregão eletrônico é de R$ 38,5 milhões, quase a metade do que foi pedido no leilão fracassado em maio do ano passado, quando o valor era de R$ 73,5 milhões.

Os interessados em mais detalhes sobre o leilão e em fazer lances podem acessar https://imoveis.economia.gov.br/imovel/197/447

Com a redução do preço, há expectativa entre agentes do mercado imobiliário de que a venda se concretize dessa vez. Outra aposta é de que o comprador realize investimentos para modernizar o prédio comercial e o transforme em edifício residencial ou hotel de luxo, considerando que a região central já dispõe de muitos endereços comerciais com baixa ocupação. Para o uso residencial, o futuro comprador poderá utilizar os incentivos dados pela Prefeitura com o projeto Reviver Centro.

A Noite já foi o edifício mais alto da América Latina

O edifício A Noite, de 1929, foi considerado o mais alto da América Latina, em sua inauguração, com 102 metros e 6 elevadores. O imóvel possui 28 mil metros quadrados e foi projetado pelo arquiteto Joseph Gire, o mesmo do Copacabana Palace. O nome oficial do prédio é o do arquiteto.

O edifício passou a ser conhecido por A Noite por sediar o histórico jornal com este nome, ainda nos anos 20 do século passado. Por muito tempo, foi também a casa da Rádio Nacional, a de maior audiência do país no período áureo desse meio de comunicação. Em seus estúdios concorridos se apresentaram estrelas como Francisco Alves, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba e Cauby Peixoto. Ali foram ao ar as primeiras radionovelas brasileiras, como “Em Busca da Felicidade” e “O Direito de Nascer”.

Desde 2012, o edifício A Noite sofre com o abandono e não é mais ocupado por órgãos do Governo Federal, seu proprietário. O esvaziamento causa problemas no entorno, para moradores e comerciantes. Há o temor de que a falta de manutenção adequada possa causar danos irreversíveis ao prédio.


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