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Edifício A Noite: edital para leilão está pronto

Venda do Edifício A Noite, que é um bem tombado, obedecerá determinações do Iphan para preservação de suas características arquitetônicas

18 de setembro de 2020
Edifício A Noite foi avaliado entre R$ 85 milhões e R$ 90 milhões (Foto: Dipo)

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O Ministério da Economia informou ao DIÁRIO DO PORTO que o edital para o leilão do Edifício A Noite, no Porto Maravilha, está pronto e será publicado nos próximos dias. A venda ocorrerá pela modalidade de Concorrência Pública e o edital trará informações sobre as datas de apresentação dos lances e  da sessão pública de abertura das propostas, além de valor mínimo de avaliação do imóvel e condições para participar do certame.​

O edital, segundo o Ministério, foi elaborado contemplando as determinações de um estudo concluído pelo Iphan  (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que trouxe recomendações para a preservação das características arquitetônicas do edifício, que é um bem tombado.

No ano passado, a Secretaria de Patrimônio da União avaliou o preço mínimo a ser pedido pelo edifício A Noite, na Praça Mauá, entre R$ 85 milhões e R$ 90 milhões.

Edifício A Noite e a história

Inaugurado em 1929, o Edifício A Noite foi o primeiro arranha-céu da América Latina e trata-se do mais importante prédio em estilo Art Déco do país. O imóvel possui 28 mil metros quadrados e foi projetado pelo arquiteto Joseph Gire, o mesmo do Copacabana Palace. Ele tem 102 metros de altura e 6 elevadores. O nome oficial do prédio é o mesmo do seu arquiteto.

O edifício ganhou o nome pelo qual é popularmente conhecido ao ser sede do jornal A Noite, ainda no final dos anos 20 do século passado. Por muito tempo, ele foi sede da Rádio Nacional, a mais importante rádio do país no período áureo desse meio de comunicação. Por seus estúdios se apresentaram estrelas como Franciso Alves, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba, Marlene e Cauby Peixoto. Ali foram ao ar as primeiras radio-novelas brasileiras.

Desde 2012, o edifício A Noite sofre com o abandono e não é mais ocupado por órgãos do Governo Federal, seu proprietário. O esvaziamento causa problemas em seu entorno para moradores e comerciantes. Há o temor de que a falta de manutenção adequada possa causar danos irreversíveis ao prédio, que é um dos símbolos da arquitetura carioca.

No mercado imobiliário, há apostas quanto ao futuro do prédio. A torcida maior é que seja reformado e transformado em um empreendimento residencial de luxo, o que o tornaria uma âncora para novos lançamentos de moradias na região central da cidade.


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