Economia do Carnaval: R$ 6,78 bi e 23 mil vagas | Diário do Porto


Carnaval

Economia do Carnaval: R$ 6,78 bi e 23 mil vagas

CNC estima a contratação de 23,6 mil trabalhadores temporários no carnaval de 2019, alta de 23,4% em relação ao carnaval de 2018

16 de fevereiro de 2019

O tradicional bloco Cordão do Boitatá no Centro do Rio (Walter Mesquita/Riotur)

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A economia do Carnaval de 2019 deve movimentar R$ 6,78 bilhões. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A previsão traz um refresco para o setor turístico: após três anos de quedas, a receita das atividades no ramo deve crescer 2% no país.

O motivo do aumento é a combinação de inflação baixa com o dólar aproximadamente 20% mais caro em relação à folia do ano passado. Esse aumento favorece os gastos com turismo em território nacional, já que viagens internacionais se tornam mais caras.

“Neste ano, a massa de rendimentos está mais favorável, e mais pessoas estão ocupadas. Isso, com inflação baixa e crédito mais barato, beneficia gastos não essenciais”, explica Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação. Para ele, a conjuntura econômica também favorece aumento do fluxo de turistas dentro do país.

Geração de vagas temporárias

Para atender ao aumento sazonal de demanda, a CNC estima a contratação de 23,6 mil trabalhadores temporários entre janeiro e fevereiro de 2019 pela economia do Carnaval. Os números demonstram alta de 23,4% em relação ao carnaval de 2018 e o maior contingente de temporários desde 2015. Com aproximadamente 18,4 mil vagas ofertadas, o segmento de serviços de alimentação deverá ser o responsável por 78% das oportunidades.

 


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Bares e restaurantes devem movimentar R$ 4,1 bilhões, seguidos pelo setor de transporte rodoviário, com R$ 859,3 milhões, e o de serviços de hospedagem, que devem faturar R$ 774,3 milhões. Juntas, essas atividades vão responder por mais de 84% da receita gerada com o Carnaval.

Rio de Janeiro (R$ 2,1 bilhões) e São Paulo (R$ 1,9 bilhão) serão responsáveis por 62% da movimentação financeira durante a folia. São seguidos por Minas Gerais (R$ 615,5 milhões), Bahia (R$ 561,9 milhões), Ceará (R$ 320 milhões) e Pernambuco (R$ 217,6 milhões). Os demais estados, juntos, contabilizam pouco mais de R$ 1 bilhão de reais.

Preços

Os preços de 17 serviços mais demandados durante o carnaval registraram oscilação média de +4,3%. A variação é abaixo da média histórica para o período. As excursões tiveram queda (-1,7%), e as diárias médias dos meios de hospedagem, como hotéis e pousadas, tiveram o aumento de apenas 2,6%.

Já os preços dos bens com maior demanda na economia do carnaval tiveram aumento de 11,1% em 12 meses. São puxados pelos preços de combustíveis, como óleo diesel (+21,8%), gás veicular (+19,9%) e gasolina (+18,6%). Os itens como cerveja (-1,8%), carne de porco (-0,9%) e linguiça (-0,2%) estão mais baratos que em 2018.


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