Economia do Brasil retomará nível pré-pandemia, diz CNC | Diário do Porto

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Economia do Brasil retomará nível pré-pandemia, diz CNC

Segundo a CNC, país já iniciou o caminho de retomada do crescimento da economia. Avanço do PIB viabilizou a saída do quadro de recessão técnica

8 de dezembro de 2020
Avanço da economia tirou país da recessão técnica, diz a CNC (Foto: reprodução)

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As projeções para 2021 indicam uma recuperação da economia no primeiro trimestre, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar de o crescimento de 7,7% do PIB neste terceiro trimestre ter ficado abaixo dos 9% que o governo esperava, a CNC sinaliza que a economia deve retomar o nível pré-pandemia no primeiro trimestre do próximo ano.

O avanço registrado, segundo a CNC, viabilizou a saída do quadro de recessão técnica. Nas projeções da entidade, em 2020 a economia deve encolher cerca de 4,3%, com o consumo das famílias cedendo 4,5%, e o comércio, 5,2%. Para 2021, diante da perspectiva cada vez mais concreta de aplicação de vacinas contra a Covid-19 e a menor taxa básica de juros da história, a CNC projeta avanço de 3,4%.

“Já iniciamos o caminho de retomada do crescimento da economia, após a crise sem precedentes do segundo trimestre. No entanto, essa reação exigirá muito esforço do governo e do setor privado, já que os efeitos da pandemia sobre a atividade econômica ainda deverão se fazer sentir nos próximos meses”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

PIB é de R$ 7,3 trilhões, aponta CNC

De acordo com a CNC, alta computada pelo IBGE foi insuficiente para compensar a retração recorde verificada no trimestre anterior (9,6%). A economia ainda se encontra 2,6% menor do que antes da pandemia. Em março, o PIB anual brasileiro totalizou R$ 7,37 trilhões.

Sob a ótica da produção, a indústria (14,8%) foi o setor que melhor reagiu no trimestre, especialmente por conta do crescimento de 23,7% na transformação. O setor de serviços teve avanço recorde (6,3%), influenciado pelos desempenhos das atividades de transporte (12,5%) e comércio (15,9).


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