E-commerce cresce 101% no Estado do Rio | Diário do Porto


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E-commerce cresce 101% no Estado do Rio

Pequenas e médias empresas do Rio faturaram mais de R$ 87 milhões com o e-commerce, no 1º semestre. Comércio on-line foi impulsionado pela pandemia

28 de julho de 2021

E-commerce do Rio teve crescimento de 88% no volume de pedidos (Foto: Divulgação/Magazine Luiza)

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O crescimento do comércio pela internet, o chamado e-commerce, que já era uma tendência no Brasil, foi impulsionado nos últimos 18 meses com as restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Reflexo disso é a constatação de que as pequenas e médias empresas (PMEs) cariocas e fluminenses aumentaram em 101% o seu faturamento com as vendas on-line no primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo dados da Nuvemshop, plataforma com mais de 85 mil lojas virtuais, em sua maioria, geridas por PMEs, o faturamento de suas filiadas no Estado do Rio chegou a cerca de R$ 87 milhões, nos primeiros seis meses deste ano, contra R$ 43 milhões em período semelhante de 2020.

O crescimento no volume de pedidos foi de 88%, passando de 222 mil no primeiro semestre de 2020, para 416 mil no mesmo período de 2021. Com esses resultados, o Estado do Rio ocupa a terceira posição no ranking de e-commerce dessa plataforma, ficando atrás de São Paulo, com R$ 347 milhões, e de Minas Gerais, com R$ 106 milhões.

Região Sudeste puxa resultados do e-commerce

Em todo o país, as pequenas e médias empresas aumentaram em 140% o seu faturamento com as vendas on-line em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, esses empreendedores movimentaram mais de R$ 1 bilhão, contra os R$428 milhões calculados no mesmo período de 2020.

As PMEs do Sudeste faturaram mais de R$ 559 milhões com o e-commerce neste primeiro semestre, o que corresponde a um crescimento acumulado de 126% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao volume de pedidos na região, houve um aumento de 113% na comparação do primeiro semestre deste ano com os primeiros seis meses de 2020, passando de um volume de mais de 1,2 milhões de pedidos para mais de 2,6 milhões de pedidos.


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Otimismo para Black Friday e Natal

“Além das pessoas que já tinham o hábito de adquirir produtos on-line, calculamos que mais de 3 milhões de brasileiros compraram pela internet pela primeira vez neste primeiro semestre. Isso comprova que realmente houve uma mudança nos hábitos de consumo e que veio para ficar”, afirma Alejandro Vázquez, CCO e co-fundador da Nuvemshop.

Para Vázquez, a previsão é que o comércio digital continue em expansão no Brasil, tornando-se um hábito constante de consumo para a maioria dos brasileiros. “Para o próximo semestre, acreditamos que os números continuarão crescendo, principalmente pelo fato de que teremos datas comerciais que são importantes para o e-commerce, como Black Friday e Natal”, diz ele.

A longo prazo, as previsões são ainda mais otimistas. “Prevemos uma disrupção massiva no comércio entre os próximos 15 e 20 anos, o que nos deixa confiantes de que, em média, 80% das vendas passarão de alguma forma por plataformas digitais”, ressalta o executivo. Um desafio é garantir que “as PMEs tenham acesso à tecnologia de ponta e à economia de escala que, até então, estavam disponíveis apenas para os gigantes do varejo”.