Empreendedorismo

E-commerce mudou mercado, diz Clube Empreendedor

Mais de 4 milhões de pessoas aderiram ao comércio eletrônico, durante a pandemia. Live do DIÁRIO DO PORTO analisou o crescimento e impactos do e-commerce

29 de maio de 2020
Gerente verifica caixa em armazém: e-commerce com a corda toda (Deposit Photos)

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Mais de 4 milhões de novos consumidores passaram a fazer uso do comércio eletrônico, desde o início da pandemia do novo coronavírus. São pessoas que estão recorrendo às plataformas digitais, para substituir idas às lojas,  supermercados e shoppings, ou que descobriram os negócios on-line por causa do isolamento social.

Esse foi o cenário discutido em live promovida pelo DIÁRIO DO PORTO, nessa quinta-feira, 28/5, com o empresário e presidente do Clube Empreendedor, Luís Cláudio Souza Leão. O debate está disponível em https://www.facebook.com/diariodoportorj/

Luís Cláudio é graduado em Engenharia Elétrica e pós-graduado em Análise de Sistemas pela PUC Rio. Sócio-Diretor da SLGC Correios, franquia com 26 anos de experiência e que coleciona cases de sucesso. O empresário conta também com 21 anos de expertise em logística de postagem para e-commerce de grandes empresas em setores como cosméticos, indústria de óculos, moda, material elétrico, entre outros.

Para o presidente do Clube Empreendedor, o crescimento do comércio eletrônico no país indica que estamos em pleno amadurecimento digital. “O que aconteceu nestes últimos 20 dias, estava previsto para acontecer em 1 ano no país. A previsão para os próximos 5 meses vão equivaler aos próximos 5 anos, que seria o crescimento do e-commerce no Brasil. Hoje, todas as empresas estão partindo para o e-commerce, tanto a indústria quanto o comércio, para poder escoar suas cargas. Já o usuário, que está em casa, está tendo uma experiência digital muito mais amadurecida, com muito mais segurança. A tendência do mercado é crescer cada vez mais”, afirmou.

Comércio eletrônico veio para ficar

Para muitos pequenos empresários, o e-commerce é novidade. Mas ele veio para ficar. No pós pandemia, a tendência é que esse tipo de comércio continue crescendo e que tenha tanta importância quanto o comércio direto. Microempresários podem contar com o marketplace como uma saída econômica para realizar seus negócios. A utilização da plataforma de venda de marketplaces é uma boa saída para reduzir custos e alavancar as vendas. A taxa para a venda em marketplaces depende do site aplicado, entretanto, pode variar entre 5% a 25% do valor do produto, disse Luís Cláudio.

Luis Cláudio com máscara
Luis Cláudio com máscara: Correios contratam 2 mil na pandemia

Além disso, é importante realizar um contrato com os Correios, empresa estatal responsável pelo envio de quase todos os produtos online, orientou o empresário durante a live. Os Correios permitem o envio de produtos por todo o Brasil e para o exterior. Com esse contrato, é possível gastar somente o que for utilizado e o empresário passa a ter acesso ao sistema SIGEP WEB (Sistema de gerenciamento de postagens), além de outras ferramentas relevantes para envios de encomendas diárias.


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Para superar as dificuldades com atrasos em entregas, Luís Cláudio relatou que os Correios irão contratar cerca de 2.000 empregados terceirizados, que devem substituir os afastados durante a pandemia. Segundo o empresário, a estatal está oferecendo tratamento especial para encomendas vindas do e-commerce.

Favelas integradas ao comércio eletrônico

O empresário enfatizou a importância do mercado consumidor composto por moradores de favelas e também falou sobre as oportunidades de negócios que o comércio eletrônico abre para esses mesmos moradores.

Live DIÁRIO DO PORTO
Live sobre e-commerce teve o presidente do Clube Empreendedor

Para a completa integração das favelas nesse novo mercado, Luís Cláudio disse que os grandes centros urbanos do país precisam adequar sua logística para adentrar em comunidades. Além da questão da segurança, empresas precisam lidar com a dificuldade de acesso e poucas informações das ruas nas comunidades.

“O mercado de comunidades representa mais de 40 milhões de consumidores, muitas pessoas não têm noção sobre o que representa o mercado de favelas atualmente. Nas comunidades do Rio de Janeiro, por exemplo, tem um projeto muito interessante de uma empresa que começou na Rocinha e hoje está presente em mais de 78 comunidades. Cada comunidade foi mapeada por essa empresa e foi criado um ponto de recebimento das mercadorias. Toda a distribuição nas casas da comunidade é feita internamente. Esse serviço está sendo utilizado por grandes empresas como a Via Varejo, Souza Cruz, empresas de bebidas e os próprios Correios. Essa iniciativa é algo que poucas pessoas sabem, mas está funcionando aqui”, explicou o empresário.

O Clube empreendedor

Criado para servir como conexão entre empreendedores, promovendo networking para ajudar novos empresários em seus negócios, o Clube Empreendedor, presidido por Luís Cláudio Souza Leão, oferece cursos, workshops, palestras, eventos e bate papos aos seus associados.

Com grande diversidade, o ambiente é frequentado por grandes e pequenos empreendedores. Um grupo que já conta com mais de 6.000 membros cadastrados.

Com sede no Porto Maravilha, o Clube oferece grande suporte para quem está começando a empreender, afirma Luís Cláudio. Quem é membro ganha um diagnóstico de avaliação da empresa e orientações para sua atuação. Também é oferecida consultoria com advogado, contador e para a elaboração de plano de negócios. Além disso, as dependências da Casa do Empreendedor, estações de trabalho e salas de reunião também são liberadas.