Doria quer privatizar Porto de Santos

Governador de SP diz que privatização do Porto de Santos vai torná-lo competitivo. Crivella já pediu a Paulo Guedes a municipalização do Porto do Rio

Navios ancorados no Porto de Santos
Navios ancorados no Porto de Santos (fotos de Deposit Photos/fabiofersa)

Depois que o prefeito Marcelo Crivella pediu ao atual ministro da Economia, Paulo Guedes, a municipalização do Porto do Rio, o novo governador de São Paulo, João Doria, engrossou o movimento pela desfederalização dos terminais marítimos. Doria quer a privatização do Porto de Santos e da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

As declarações do tucano ocorreram em Brasília, na posse do presidente Jair Bolsonaro. Doria antecipou que pedirá ao governo federal a inclusão do Porto de Santos no cronograma de privatizações. Já a Ceagesp, ele defende que seja transferida para o governo estadual privatizar. Não faz sentido, segundo o governador paulista, a União administrar portos e entrepostos de alimentos nos estados.

“Embora seja o maior porto da América Latina, o porto de Santos tem um grau de eficiência muito baixo”, afirmou o governador. Ele espera ter uma audiência com o presidente na próxima semana para manifestar apoio à reforma da previdência. Quer também defender os princípios do pacto federativo, de descentralização de recursos para que os governadores adotem políticas públicas para irrigar a economia.

 

Silos do Porto de Santos
Silos do Porto de Santos: Doria quer privatização

 

No último dia 17, Paulo Guedes ouviu do prefeito Crivella a sugestão para municipalizar o Porto do Rio. Foi no almoço de fim de ano da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Guedes se disse simpático à ideia e respondeu que o tema vai ser avaliado dentro de um programa de descentralização do Patrimônio Público, a ser criado.

 

 


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Crivella argumentou que o Governo Federal arrecada R$ 160 bilhões por ano no Rio, mas devolve apenas R$ 4 bilhões. O plano é integrar os armazéns da Gamboa e Santo Cristo ao processo de revitalização e de fomento ao turismo na Região Portuária. Crivella revelou ter recebido investidores americanos interessados em fazer na região um resort, com dois hotéis, um centro de convenções, um centro de exposições, muitas lojas e um cassino.

“Ele promete US$ 10 bilhões em investimentos. Como vou fazer, se o porto é federal?”, lamentou. O prefeito do Rio calcula em 50 mil o número de empregos que poderiam ser gerados por um resort no Porto Maravilha.

Guedes elogiou a iniciativa do prefeito e respondeu que o assunto merece ser debatido. “Vou falar: vamos fazer isso juntos, criar um Programa Nacional de Descentralização do Patrimônio Público. Não posso botar o porto debaixo do braço e prometer, mas eu gosto muito da ideia”, afirmou o futuro ministro.

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