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Docas quer usar Museu do Amanhã para pagar dívida

Área onde fica o museu foi incluída por Docas em negociação de dívidas tributárias com a Prefeitura. Plano da CDRJ prevê investimentos de R$ 2,1 bilhões

31 de março de 2021


Docas quer abater dívida com a Prefeitura usando área do Museu do Amanhã (Foto: Riotur / Alexandre Macieira)


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A Companhia Docas do Rio de Janeiro quer incluir o terreno onde fica o Museu do Amanhã numa negociação para abater dívidas tributárias com a Prefeitura do Rio. O museu foi construído sobre o píer Mauá, área originalmente usada pela companhia.

Docas quer envolver a área do Museu do Amanhã e outras propriedades que não mais utiliza na cidade para um encontro de contas com a Prefeitura, estimando que todos os bens disponíveis têm valor de R$ 500 milhões. Essas informações fazem parte do novo Plano de Negócios para o triênio 2021-2023, divulgado pela companhia.

O Plano de Negócios prevê investimentos, para o período, na ordem de R$ 2,1 bilhões, nos portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis.

A receita total estimada de R$742 milhões para o ano 2021 baseia-se nos ganhos esperados com os contratos de arrendamentos em vigência, com as tarifas de acessos aquaviários, novos arrendamentos e cessões onerosas.

Para alcançar essa receita, Docas também conta com o resultado da execução do Plano de Desinvestimentos de ativos não operacionais, o que inclui o terreno do Museu do Amanhã.

Docas prepara arrendamento de novos terminais

Segundo Docas, a companhia está esperando que a Prefeitura e a Cdurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto), empresa municipal, também façam suas avaliações sobre os valores dos imóveis que estão sendo oferecidos. A partir daí será possível negociar o encontro de contas para que Docas liquide as dívidas tributárias com o Município.

O Plano de Negócios mostra que o porto do Rio de Janeiro tem 5 novas áreas destinadas a arrendamentos. No total, as áreas têm uma metragem de aproximadamente 300 mil m² tendo a possibilidade de operar diversos tipos de mercadorias como: zinco, bauxita, fertilizantes, sal, açúcar, diferentes tipos de granéis líquidos, carga geral, cargas de projetos, operações offshore entre outros.

Entre essas novas áreas está o Terminal Multiuso 1, que possui 106 mil m² e está situado no cais da Gamboa e no cais de São Cristóvão; e o Terminal Multiuso 2, com aproximadamente 102 mil m² (incluindo cais e armazéns) localizada no cais da Gamboa, e explorado por operadores portuários na movimentação de carga geral e granéis sólidos majoritariamente.


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