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Docas quer novo terminal de diesel na Guanabara

Terminal de Docas ficará na Ilha do Braço Forte. Edital dá prazo de 30 dias para estudos serem apresentados, sem custos para a companhia

10 de fevereiro de 2021
Docas do Rio quer novo terminal de diesel na Ilha do Braço Forte, na Baía de Guanabara (foto: CDRJ / Divulgação)

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A Companhia Docas do Rio de Janeiro publicou o Edital de Chamamento Público nº 01/2021, para identificar interessados em apresentar estudos de um novo terminal de armazenagem e abastecimento de diesel marítimo. A instalação está prevista para a Ilha do Braço Forte, na Baía de Guanabara.

O edital está no Diário Oficial da União e no site da companhia. Os estudos para o novo terminal podem ser apresentados por pessoas físicas ou jurídicas, que não serão remuneradas por Docas. Os trabalhos serão utilizados como base para o futuro procedimento licitatório das obras.

Caso o interessado deseje visitar a ilha, deverá providenciar meios de transporte próprios e a companhia Docas indicará um representante para acompanhar a visita, em dia e horário pré-agendado.

Os interessados terão até 30 dias para apresentar seus estudos. As imagens da área podem ser vistas no site de Docas, em “chamamento público” (http://www.portosrio.gov.br/node/show/612).

Docas teve lucro recorde

Docas divulgou no início deste ano que obteve lucro de R$ 630 milhões em 2020, com crescimento de 21% na receita. O faturamento foi o maior dos últimos 10 anos e foi superior ao de 2019 em R$ 108 milhões. A empresa administra os portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis.

Segundo Docas, o resultado deve-se a uma conjugação de fatores: a sustentação das operações durante a pandemia, as negociações bem-sucedidas com parceiros comerciais e à grande elevação do preço do minério de ferro em reais.

Grande incêndio em 1954

A Ilha do Braço Forte, próxima a Paquetá, é lembrada como cenário da pior tragédia já ocorrida pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Em 7 de maio de 1954, 17 integrantes da corporação morreram na ilha, após terem ido combater um incêndio em um depósito de materiais inflamáveis. A morte do grupo ocorreu como consequência de uma grande explosão que foi ouvida em todo o entorno da Baía de Guanabara.


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