Diversidade na Indústria da Música no Brasil em livro | Diário do Porto


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Diversidade na Indústria da Música no Brasil em livro

Estudo do carioca e Leo Feijó em Londres mostra as lacunas da diversidade na indústria da música no Brasil: menos de 5% dos executivos são negros.

15 de maio de 2022

Livro de Leo Feijó mostra falta diversidade na indústria da música no Brasil

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O livro Diversidade na Indústria da Música no Brasil: um olhar sobre a diversidade étnica e de gênero nas empresas da música, do carioca Leo Feijó, já está em pré-venda. Nas versões impressa e digital, o livro sai no Brasil pela Editora Dialética.

Leo Feijó, o autor, é diretor da Escola Música & Negócios, e o trabalho é resultado da pesquisa de mestrado na Goldsmiths, University of London. Ele criou e administrou por mais de dez anos espaços culturais importantes no Rio, como Teatro Odisseia e Cinematheque

 “Entrevistei artistas, produtores, executivos, empresários e agentes da música no Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Suécia e Dinamarca para entender o panorama da diversidade no mercado da música no mundo”, diz Leo.  Entre as diversas referências, o trabalho apresenta dados de pesquisas da UK Music e da USC Annenberg sobre o tema, entre outras instituições.

Os dados apurados com exclusividade são alarmantes, ainda que talvez não sejam surpreendentes. Na maioria das organizações pesquisadas na indústria da música no Brasil (62,5% empresas), menos de 5% dos cargos executivos são ocupados por pessoas negras.

 


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Em relação aos cargos ao quadro total de funcionários, apenas 26,5% são negros. A população brasileira é composta por 56,10% de negros, segundo dados oficiais do governo (IBGE, 2019).

Sobre a questão de gênero, novamente há injustiça na promoção de oportunidades – tanto para artistas como para compositoras e executivas. Apenas 25% dos artistas recomendados no streaming são mulheres, demonstra a pesquisa de Ferraro (2021). Há também barreiras para que as mulheres alcancem cargos de liderança.

Nos Estados Unidos, a situação é similar, com diferentes leituras a depender do gênero musical. “A mudança é frustrantemente lenta. Minha impressão é que o campo da música clássica tem sido um pouco mais bem-sucedido em elevar artistas negros do que na área técnica ou de suporte”, Ed Harsh, formado em Yale e na Columbia University, um dos fundadores e CEO da New Music USA.

“Minha motivação com esse trabalho é provocar reflexões na própria indústria musical, colaborando para um debate saudável. Há iniciativas importantes, mas a indústria precisa assumir políticas mais ousadas na direção da equidade”, afirma Feijó.  

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“Diversidade na Indústria da Música no Brasil”

128 páginas

Editora Dialética


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