Direção da Caixa Econômica vai para o edifício Aqwa, no Porto | Diário do Porto


Imóveis

Direção da Caixa Econômica vai para o edifício Aqwa, no Porto

Locação do edifício passa dos 70% e Tishman Speyer pode estudar a construção de uma segunda torre ao lado da atual. Caixa ocupará 3 andares do Aqwa

16 de fevereiro de 2020

Aqwa Corporate terá início das obras dos escritórios da Enel Brasil em dois meses (foto: Aqwa / Divulgação),

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A Caixa Econômica Federal assinou contrato para ocupar 3 andares do edifício Aqwa Corporate, no Porto Maravilha. Até o final do ano, para lá será transferida a alta direção do banco no Rio, o que inclui o departamento jurídico e as superintendências no Estado. Também será  o local do gabinete do presidente da CEF, Pedro Guimarães.

Com o contrato da Caixa assinado, o Aqwa vai superar os 70% de ocupação. Essa era a condição que a Tishman Speyer,  dona do edifício, havia estabelecido para estudar a construção de uma segunda torre ao lado da atual. A empresa também tem planos para a construção de um empreendimento residencial na região, o Lumina.

A decisão da Caixa é um movimento que, ao final, valoriza os ativos do fundo imobiliário do Porto Maravilha que o próprio banco administra. O fundo é composto por terrenos, participações em imóveis e pelos Cepacs, títulos que permitem a construção acima do gabarito oficial na região portuária.

O fundo tem participação de 22% no edifício Aqwa, o que significa que vai receber parte do aluguel que a Caixa vai pagar para ocupar os 3 andares do edifício.


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No Aqwa, a Caixa terá entre seus vizinhos os grupos Icatu Seguros e a Enel Brasil que, no ano passado, assinaram contratos para ocupar 5 e 4 andares do prédio, respectivamente. O Icatu é uma das maiores seguradoras do país, com 6,5 milhões de clientes. A Enel Brasil é a maior distribuidora de energia no território nacional, atendendo 17 milhões de clientes.

A Tishman Speyer, que possui outras áreas na região portuária, tem sede em Nova York e escritórios por toda América do Norte, Europa, América Latina, Índia e China. Seus investimentos em empreendimentos imobiliários ao redor do mundo são avaliados em mais de US$ 86 bilhões.

Essa lista inclui ícones internacionais como o Rockefeller Center, o Estádio Yankee, em Nova York, o Messeturm e Opernturm, em Frankfurt, Sony Center em Berlim, Centrium, em Londres, Lumière e Bourse, em Paris, dentre outros. No Brasil há 24 anos, desenvolveu alguns dos grandes marcos do mercado imobiliário de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.


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