Desvio do Rio Joana tem maior túnel de drenagem do país | Diário do Porto

Infraestrutura

Desvio do Rio Joana tem maior túnel de drenagem do país

Crivella inaugura etapa de obra estratégica para reduzir enchentes na região da Tijuca. Parte das águas do Rio Joana vão direto para a Baía de Guanabara

25 de abril de 2019

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A conclusão do desvio de parte do curso do Rio Joana, etapa importante do programa de controle de enchentes da Grande Tijuca, foi inaugurada pelo prefeito Marcelo Crivella nesta quinta-feira, dia 25. O programa já conta com os reservatórios (piscinões) nas praças da Bandeira, Varnhagen e Niterói. A solução encontrada é jogar parte das águas do Joana diretamente na Baía de Guanabara, evitando a sobrecarga da Bacia do Canal do Mangue e o alagamento da Praça da Bandeira.

A obra foi iniciada em 2012. O desvio tem 3.412 metros, sendo 2.400 de túnel (o maior túnel de drenagem urbana do Brasil) e 1.012 de galeria. O túnel passa sob o Maracanã, o Morro da Mangueira e a Avenida Brasil. Foi “uma obra de engenharia extraordinária”, disse o prefeito.

Essa obra é muito importante para quem mora no Andaraí, no Méier, na Tijuca e no Grajaú. Os bairros próximos à Floresta da Tijuca sempre sofriam muito com as enchentes. Impermeabilizaram muitas áreas com ruas, calçadas e prédios. A água não tinha como penetrar no subsolo e acabava correndo na superfície”, complementou Crivella.

 


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Na altura do estádio do Maracanã, a Prefeitura construiu um limitador de vazão, que permite a passagem de até 7 metros cúbicos de água por segundo no curso normal do Rio Joana. Em dias de chuva forte, o volume excedente seguirá pelo desvio até a Baía. O túnel tem capacidade de escoar até 100 metros cúbicos por segundo.

As etapas mais difíceis foram a escavação do túnel no trecho próximo ao Maracanã, sob a linha do metrô, e no deságue na Baía, na Zona Portuária, com o desafio de trabalhar com a influência das marés. A obra deve evitar o transbordamento dos rios Maracanã, Trapicheiros e Comprido, além do Joana, todos na Grande Tijuca.

Piscinões na Tijuca

O sistema de drenagem do Programa de Controle de Enchentes conta com cinco “piscinões”. O da Praça da Bandeira, primeiro a ser construído, em 2013, suporta 18 milhões de litros, e o da Varnhagen (2016), 43 milhões. Os três da Praça Niterói, inaugurados em 2015, reservam, juntos, 58 milhões de litros. A Fundação Rio-Águas é responsável pela operação dos piscinões.

O desvio do Rio Joana integra o Programa de Combate às Enchentes da Grande Tijuca, com orçamento total de R$ 460 milhões, incluindo verbas federais e municipais para os cinco reservatórios e o desvio das águas. Segundo a Prefeitura, entre 2017 e março de 2019, a atual administração investiu R$ 1,296 bilhão em ações de prevenção de riscos e de combate às enchentes.

O levantamento, da Controladoria-Geral do Município, inclui ações de proteção de encostas e áreas de risco geotécnico, controle de enchentes, melhoria da qualidade da água dos rios, das baías e do sistema lagunar, drenagens, desassoreamentos, canalizações, dragagens e redução de lançamentos de rejeitos, manutenção e recuperação dos sistemas de drenagem, melhoria da capacidade de escoamento das águas pluviais, expansão do saneamento, limpeza e remoção de resíduos sólidos de encostas e logradouros e prevenção de desastres pela Defesa Civil.