Alerj cobra mais empregos e transparência da Petrobras | Diário do Porto


Petróleo e Gás

Alerj cobra mais empregos e transparência da Petrobras

Em seis anos, empregos da Petrobras caíram de 176 mil para 134 mil. Representantes da empresa afirmam que produção de óleo e gás crescerá até 2024

25 de maio de 2021

Rio deverá chegar a 84% da produção nacional de petróleo (Foto: Divulgação)

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Deputados estaduais cobram de representantes da Petrobras que a companhia aumente seu compromisso com o Rio de Janeiro na geração de mais empregos, oportunidades de negócios e investimentos. A adoção de medidas para ampliar a oferta de vagas de trabalho no setor petroleiro foi tema de audiência pública virtual realizada nesta segunda-feira, 24, pela Comissão Especial de Indústria Naval e Offshore da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2014, o setor de petróleo e gás no Rio gerava 175 mil empregos de carteira assinada e agora caiu para 134 mil.

A companhia anunciou que vai investir US$ 46 milhões no segmento de exploração e produção no país nos próximos cinco anos, mas alegou que o cenário hoje é de uma competição global muito acirrada. “Além da demanda, existe uma pressão social e regulatória pela transição energética, pela redução de emissões de carbono que desloquem os combustíveis fósseis e pressionam pela redução de investimentos no setor”, argumentou Pedro Henrique Brancante, gerente-executivo de Relacionamento Externo da Petrobras.

A presidente da Comissão, deputada Célia Jordão (Patriota), rebateu: “Ninguém aqui é contra o livre mercado, mas temos que ter esse olhar de responsabilidade social da Petrobras com a geração de empregos. Defendo que estratégias no cumprimento do conteúdo local sejam adotadas para gerar empregos e promover a nossa economia. Com a execução dos contratos da Petrobras aqui, há uma projeção de 60 mil empregos diretos, fora os indiretos fomentados pelo comércio de produção de peças e siderurgia”.

Deputada Célia Jordão, do Patriotas, preside Comissão da Indústria Naval e Offshore na Alerj (Foto: Divulgação)

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CPI dos Royalties

Também nesta segunda, em oitiva da CPI dos Royalties da Alerj, o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy informou que o setor de óleo e gás vai crescer expressivamente até 2024 no estado, que será responsável por 84% da produção de petróleo. “Atualmente, 80% da nossa produção já é feita aqui. Produzimos, por dia, 2 milhões de barris de petróleo no Rio. Isso demonstra o quanto o estado é valorizado pela Petrobras”, pontuou.

Deputado Luiz Paulo preside a CPI da Crise Fiscal, na Alerj
Deputado Luiz Paulo preside a CPI dos royalties na Alerj (Foto: Divulgação)

Deputados estaduais também cobraram mais transparência da Petrobras na divulgação dos dados sobre repasse de compensações financeiras ao estado e aos municípios. Questionado pelo presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (Cidadania), o gerente geral de Representação e Negociação Externa da Petrobras, Cristiano Gadelha, explicou que a empresa cumpre medidas e práticas definidas em regulamentação e que não vê empecilhos em adotar mais transparência na divulgação dos dados, desde que seja alterada na regulação.

“As projeções que apresentamos hoje são dados sigilosos, mas foram divididos com a comissão para a melhoria do diálogo com essa Casa. Adianto que cumprimos uma série de práticas em conformidade com a regulação, mas reconheço que pode haver atualização dessa regulamentação com a ANP”, afirmou. Segundo ele, a empresa criou este mês um protótipo para facilitar a fiscalização da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), cumprindo a decisão judicial que determinava a entrega das informações dos últimos 10 anos.