Depois do 100º ouro, Brasil não para | Diário do Porto


Nas esquinas de Tóquio

Depois do 100º ouro, Brasil não para

Sul-mato grossense com nome de ex-premier russo conquista o 100º ouro da história paralímpica brasileira. E muitos mais virão

31 de agosto de 2021

Yeltsin Jacques conquista 100º ouro paralímpico do Brasil (Rogerio Capela/CPB)

Compartilhe essa notícia:


Nas esquinas de Tóquio

Vicente Dattoli

Uma dúvida irá perseguir o esporte paralímpico brasileiro a partir de agora: em que dia foi conquistada nossa centésima medalha de ouro? Não estou brincando, não. A dúvida é séria e pertinente. Quando o sul-mato grossense Yeltsin Jacques, “xará” do primeiro presidente russo pós-União Soviética, Boris Yeltsin, cruzou a linha de chegada dos 1.500m em primeiro lugar, conquistando sua segunda medalha de ouro nos Jogos de Tóquio (levara a primeira nos 5.000m), não havia dúvida alguma que era nosso 100º ouro, mas…

Na cidade sede dos Jogos, em Tóquio, já era manhã do dia 31 de agosto. Por aqui, porém, ainda era a noite do dia 30. E aí? A centésima medalha de ouro foi dia 30 ou dia 31? Querem saber? Sinceramente não importa. O que é importante é registrar que estamos cumprindo nossos objetivos.

Já chegamos (até passamos, daqui a pouco escrevo sobre isso) as 100 e estamos firmes e fortes entre as dez nações que mais conquistaram pódios nos Jogos de Tóquio. Brigamos. medalha a medalha, com a Ucrânia para ficar em quinto. Vejam só.

E se há dúvida em relação à data da número 100, a 101 não tem discussão: foi dia 31, aqui e lá. E veio com outra supercampeã, a pernambucana Carol Santiago, que faturou o ouro (seu segundo ouro em Tóquio também, é importante frisar, depois dos 50m livre), nos 100m livre.


LEIA TAMBÉM:

‘Dunas do Peró’, um paraíso das dunas em Cabo Frio

Promar quer revitalizar Bacia de Campos

A Noite e outros clássicos do centro no “Feirão da União”


Vitoriosas coincidências

Medalha 100 com um corredor do atletismo que já havia vencido; medalha 101 com uma nadadora que também já tinha um primeiro lugar nestes Jogos. Atletismo e Natação, nossos carros chefes na Paralimpíada. Não pensem, porém, que fica só nisso, não.

O Golbol (estou aportuguesando) garantiu sua vaga nas semifinais ao derrotar a Turquia por 9 a 4. Enfrentaremos agora a Lituânia, atual campeã.  E para dar mais ânimo, lembro que nosso primeiro jogo em Tóquio foi contra eles e batemos por 11 a 2.

Só resta, neste momento, repetir o mantra: não para, não para, não para, não. O acento agudo caiu com o acordo ortográfico. Mas nossos atletas paralímpicos continuam em pé e na luta.


/