De volta à vida: prédio abandonado vira espaço cultural no Porto | Diário do Porto


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De volta à vida: prédio abandonado vira espaço cultural no Porto

Prédio histórico no Porto é recuperado para abrigar festas, exposições e negócios. Proposta do Espaço Portal é receber eventos mais intimistas no espaço multiuso

22 de outubro de 2018

Fachada de prédio abandonado na região do Porto ganhará obra de Leon keer (Foto: Divulgação)

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Fachada de prédio abandonado na região ganhou obra de Leon Keer (Foto: Divulgação)

A região portuária ganha ainda mais vida este mês. Um prédio centenário renasce do abandono como um novo empreendimento cultural. A partir do dia 30, o Espaço Portal abrigará casa de festas, galerias, ateliês e escritórios.  Localizada na altura do Armazém 2, a charmosa construção propõe a inovação de um lugar mais intimista em meio a uma área voltada para grandes eventos.

“Em termos de estrutura, o espaço todo da região é voltado para eventos grandes, o que inviabiliza os menores. Então nós temos um prédio de mais de 100 anos da zona portuária, com tijolos originais preservados e 6 metros de pé direito de altura. É um conforto raro nessa parte da cidade com tanta acessibilidade”, explica Roberto Kreimer, responsável pelo projeto.

Ainda sem programação, o negócio aposta na sequência de eventos de fim de ano para ocupar a agenda. O salão térreo, com capacidade para até mil pessoas, espera receber exposições de arte, eventos de música, eventos corporativos e festas. Quem manda no uso do lugar é o cliente.

“O espaço pode ser configurado de diferentes maneiras para atender às empresas que desejem se instalar aqui. A região é propícia para esse tipo de ocupação; muito central e respira arte e cultura” acrescenta Kreimer, que também assina outros grandes projetos como o AquaRio e a Cidade do Samba.

Obra do Espaço Portal termina ainda este mês (Foto: Divulgação)

Acervo a céu aberto

A fachada do local vem cedendo espaço para ser utilizada por artistas grafiteiros. Recentemente, o holandês Leon Keer, conhecido mundialmente por sua arte anamórfica, deixou sua marca no entorno da construção de 3 mil metros quadrados. Depois dele, foi a vez do casal Maria Carol e Luca Bastolla, do 8-bitch, colorir as paredes com um mural de 30 x 8 metros.

As obras integrarão o acervo do Museu de Arte Urbana do Porto (Maup), que também estreou este mês. Segundo Kreimer, a intenção é de receber novos artistas para pintarem a fachada em um esquema de rodízio a cada três ou quatro meses.

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Reportagem da estagiária Isabella Ferri, sob supervisão de Rosayne Macedo


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