Dança em Trânsito desembarca no Porto

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Apresentação sa Cia. Ateliê do Gesto – “O Crivo” no Dança em Trânsito 2017 (Foto: Layza Vasconcelos)

O 16º Festival Internacional de Dança Contemporânea Brasileira – Dança em Trânsito chega ao Rio com uma programação variada que inclui espetáculos, performances, workshops e residências de intercâmbio.  O Dança em Trânsito vai até 12 de agosto no Rio e  apresenta 10 artistas nacionais e 10 internacionais, seis jovens coreógrafos cariocas e dois projetos performáticos com estilistas convidados.

A Casa França-Brasil, equipamento da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, receberá apresentações do festival, Os bailarinos também se apresentam no Teatro Sesc Ginástico, também no Centro do Rio, e ainda em espaços públicos como o Corcovado e diversos pontos do Boulevard Olímpico, como Museu de Arte do Rio, Museu do Amanhã, Aquario, Pier Mauá e Armazéns 2, 3 e 4.

Participam companhias nacionais e internacionais, jovens coreógrafos e ainda um estilista convidado, além da participação especial da bailarina, professora, coreógrafa e pesquisadora Angel Vianna, um dos grandes nomes da dança no Brasil.

Projeto também passa por Brasília, Curitiba e São Paulo

O festival extravasa os limites dos espaços ambientados para a dança e ocupa áreas urbanas, onde utiliza como cenário os próprios marcos arquitetônicos das cidades, promovendo a cada edição a ampliação de público e democratização da modalidade artística que representa. São composições coreográficas que valorizam a diversidade de culturas em nosso país e no mundo, com companhias e artistas nacionais e internacionais.

Criado pela coreógrafa Giselle Tápias, o projeto, que completa 16 anos, faz parte de uma network reunindo mais de 50 cidades pelo mundo, a CQD, Cidades Que Dançam. O objetivo é democratizar as mais diferentes manifestações artísticas, expandindo as apresentações para além dos palcos tradicionais de teatro, como ruas e outros espaços urbanos.

No Brasil, a maior parte da programação é desenvolvida no Rio de Janeiro, onde surgiu o festival, e em Florianópolis. No entanto, o projeto já alcançou mais de 40 cidades em diferentes regiões. Na edição de 2018, aberta dia 29 de julho, já passou por cidades de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Depois do Rio, vai para Brasília e Curitiba. A seleção dos dançarinos e grupos para participar do festival é feita por meio de editais.

Segundo Flávia Tápias, coreógrafa e codiretora do Festival juntamente com sua mãe, Giselle, o Dança em Trânsito trafega por diferentes públicos pois a intenção é a “democratização” dos estilos, apesar do foco na dança contemporânea. “A dança contemporânea permite o diálogo com muitas outras danças e artes”, justifica Flávia. “Mas existem muitos trabalhos de circo, hip hop e teatro”, acrescenta.

Transitando por outros palcos

Um dos destaques na Casa França-Brasil, no dia 10 de agosto, das 19 às 20h, é a apresentação da Focus Cia de Dança, que reúne em um mesmo programa peças compostas a partir de músicas do compositor contemporâneo Steve Reich. O espetáculo apresenta duas obras do repertório da Focus Cia de Dança e uma estreia mundial. Reich é um músico que permeia e inspira as criações do coreógrafo Alex Neoral, através de seu vigor e construções musicais. Além da peça inédita, a cia apresenta “Trilhas’ e “Pathways”.

“Trilhas” é um extrato do espetáculo “IMPAR”, de 2010. “Pathways”, apresentado em 2008, em Stuttgart na Alemanha, foi um trabalho elogiado pelo público e pela crítica, tendo sido remontado para o CityDance Ensemble, hoje Company E de Washington DC. Ambas peças já foram apresentadas na Alemanha, França, Itália, Panamá, e inúmeras cidades brasileiras.

A programação completa está em www.dancaemtransito.com.br

 

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