Turismo

Da Ilha da Trindade diretamente para o AquaRio

Além de ser contempladas pelos visitantes, espécies raras que vivem em ambiente protegido pela Marinha, a 1.200 km da costa brasileira, passarão por importantes estudos de ecotoxicologia para analisar o potencial de contaminação dos peixes locais por metais pesados descartados no continente

29 de agosto de 2018
Algumas espécies são exclusivas da Ilha da Trindade (Foto: Divulgação)

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Peixe voador-Rodrigo Thome
Algumas espécies são exclusivas da Ilha da Trindade (Foto: Divulgação)

A Ilha da Trindade, que fica a 1.200 quilômetros da costa brasileira, é considerada uma das maiores reservas marinhas do Oceano Atlântico. Protegida permanentemente pela Marinha do Brasil, não tem moradores fixos e recebe pesquisadores de diversas áreas de conhecimento para estudos e pesquisas. Graças ao isolamento geográfico, abriga hoje espécies únicas, como o Petrel-de-trindade ou Grazina-de-Trindade (Pterodroma arminjoniana), ave marinha que só desova na ilha e cerca de 140 espécies de peixes recifais, dentre elas, seis endêmicas.

É de lá que virão, diretamente para o AquaRio, as mais diferentes espécies que vivem nos mares brasileiros, algumas exclusivas daquele ecossistema marinho, para encanto dos apreciadores e conservacionistas. O Aquário Marinho do Rio de Janeiro ganhará nesta sexta-feira, 31 de agosto, um novo recinto com espécies importantes da Ilha da Trindade.  Todos viverão em águas com temperaturas amenas, que variam entre 25 e 26 graus.

As espécies foram capturadas durante uma expedição realizada no início de junho por um grupo de biólogos do AquaRio e da UFRJ embarcou em expedição a bordo do navio Patrulha Amazonas, da Marinha do Brasil, com destino à Ilha da Trindade. Após três dias de navegação, a expedição chegou à ilha para três dias de estudos e capturas e, na volta para casa, trouxe exemplares para o novo recinto que os visitantes poderão conhecer.

“Será a primeira vez que um aquário receberá peixes da Ilha da Trindade que, além da exposição ao público, poderão ser estudados fora de seu ambiente natural. Faremos pesquisas sobre comportamento, alimentação, crescimento e reprodução desses animais’, explica o biólogo marinho Marcelo Szpilman, diretor-presidente do AquaRio, que comandou a expedição.

Também serão feitos importantes estudos de ecotoxicologia para analisar o potencial de contaminação dos peixes locais por metais pesados descartados no continente. Além disso, os visitantes terão a oportunidade de conhecer um pouco sobre a ilha e seus segredos, sobre o motivo da Marinha do Brasil ter um posto oceanográfico no local e sobre a fauna marinha encontrada na ilha.

Espécies como o Cangulo-negro ou Purfa (Melichthys niger) e a Garoupeta (Cephalopholis fulva), muito comuns em Trindade, dividirão espaço com outros animais, como Donzela (Stegastes pictus), Gobi-limpador (Elacatinus fígaro), Bodião Rufus (Bodianus rufus), Bodião Pulchelus (Bodianus pulchellus), Apogon (Apogon americanos), Jaguareçá (Holocentrus ascensionais), Moreia Banana (Gymnothorax miliaris)Bodião Sabonete (Halichoeres poeyi) e o Peixe-Cofre (Acanthostracion polygonius).

Fonte: AquaRio, com Redação

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